5 permissões perigosas que apps não deveriam pedir

Ao instalar um aplicativo, é comum que ele peça permissões para acessar funções do celular, como câmera ou contatos. Essas autorizações existem para que o app funcione corretamente, por isso são algo comum.

No entanto, hábitos tecnológicos rotineiros podem acabar se tornando um prato cheio para quem deseja explorar dados pessoais.

Em muitos casos, uma permissão não faz sentido para o tipo de aplicativo que você está usando. Por isso, é importante ficar atento, analisar e questionar a coerência de qualquer autorização antes de concedê-la no seu smartphone. Para ajudar, a seguir listamos alguns exemplos de permissões que merecem maior atenção.

5 permissões perigosas que apps não deveriam pedir

Permissão para enviar SMS

Conceito de golpe por SMS ou phishing por mensagem de texto falsa. / Crédito: Shutterstcok

Essa permissão permite que o app envie mensagens de texto usando seu número de telefone. Ela só faz sentido em aplicativos que realmente precisam mandar SMS para verificação ou autenticação, como bancos, serviços de e-mail ou apps que usam autenticação de dois fatores.

Quando um app que não precisa dessa função recebe essa permissão, ele pode usar o SMS para fins indevidos. Isso inclui ativar serviços pagos sem o seu consentimento, enviar códigos de verificação ou mensagens falsas para fraudes digitais, e divulgar dados pessoais de você ou dos seus contatos para terceiros.

Acesso à câmera

Câmera do celular / Crédito: Bogdan Sonjachnyj (shutterstock/reprodução)

A permissão de acesso à câmera é usada naturalmente por apps de fotografia, vídeo, redes sociais ou chamadas de vídeo. Fora desses contextos, um app que solicita essa permissão e que não tenha relação com essas funções é suspeito.

Essa permissão dá ao app a capacidade de usar a câmera do celular, mas isso não significa que ele tirará fotos ou gravará vídeos sozinho. O app precisa estar programado para ativar a câmera. 

O risco aparece quando aplicativos maliciosos utilizam essa função sem que o usuário perceba, podendo criar perfis de comportamento ou fins publicitários, expondo conteúdo pessoal e gerando uso indevido dos dados.

Acesso ao microfone

Imagem: mayam_studio/Shutterstock

Assim como na solicitação de acesso à câmera, o microfone só deve ser acessado por aplicativos que realmente precisam capturar áudio, como gravadores de voz ou apps de chamadas. Quando um app que não depende dessa função solicita permissão, é um sinal de alerta.

Conceder acesso ao microfone permite que o app capture sons do ambiente ou conversas próximas ao celular, se estiver programado para isso. Esses dados podem ser usados para criar perfis de comportamento ou fins publicitários, sem que o usuário perceba.

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Acesso à lista de contatos

Shutterstock

Essa permissão permite que o aplicativo veja nomes, números de telefone e endereços de e-mail armazenados no celular. Em apps de mensagens ou redes sociais, ela faz sentido, pois ajuda a encontrar amigos ou sugerir conexões automaticamente. 

Agora, por exemplo, se um aplicativo que não tem relação com contatos, como um jogo, um app de horóscopo, um scanner de documentos ou um editor de fotos simples, solicitar acesso à agenda, é um sinal de alerta. 

Nesse caso, seus dados podem ser usados para envio de spam, golpes direcionados ou compartilhamento com terceiros sem seu consentimento.

Solicitação de localização em tempo real

(Imagem: Production Perig/Shutterstock)

A solicitação de localização em tempo real é justificada em aplicativos que dependem de trajetos, como o Uber, ou serviços de entrega, como o iFood, pois permite traçar rotas e acompanhar deslocamentos. 

O risco surge quando um app que não precisa dessa informação, por exemplo, um jogo ou um editor de fotos simples, monitora continuamente seus movimentos. Nesse caso, ele pode registrar cada local que você visita, armazenar um histórico detalhado e compartilhar esses dados com anunciantes ou terceiros sem o seu consentimento.

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