Amsterdã: museu com a maior coleção de Van Gogh diz que pode fechar as portas

Desde a inauguração, em 1973, o Museu Van Gogh, em Amsterdã, já recebeu mais de 57 milhões de visitantes. Guardião da maior coleção do pintor, reúne obras como Os Girassóis, Quarto em Arles e Amendoeira em Flor, e continua atraindo, em média, 1,8 milhão de pessoas por ano. Meio século depois de sua abertura, porém, a instituição enfrenta um impasse, já que a direção alerta que pode ser obrigada a fechar as portas caso não consiga recursos para uma reforma considerada urgente.

O projeto, estimado em 104 milhões, não prevê novas alas ou expansões glamourosas, mas sim reparos essenciais como climatização, elevadores, maior segurança contra incêndio, proteção e sustentabilidade. Um relatório independente publicado em 2024 reforçou a urgência das obras, apontando riscos crescentes tanto para o acervo quanto para os visitantes. Sem as reparações, a administração afirma que não será possível garantir a preservação da coleção nem a segurança do público.

Entre os tesouros preservados ali estão mais de 200 pinturas, 500 desenhos e quase todas as cartas de Van Gogh, o que evidencia a importância histórica do acervo.

Impasse com o governo

A administração do museu sustenta que o governo deve fornecer mais financiamento estatal para a reforma, em cumprimento ao acordo firmado em 1962 com Vincent Willem, sobrinho do artista. Na época, ele transferiu grande parte da coleção não vendida de Van Gogh ao Estado, que se comprometeu a construir e manter o edifício.

O Ministério da Cultura, no entanto, discorda do aumento de financiamento, alegando que o museu já recebe um subsídio que cobre sua manutenção, conforme a Lei do Patrimônio Holandês, e que sua posição se baseia em uma investigação conduzida por peritos independentes.

Continua após a publicidade

O ministério acrescenta que a instituição poderia recorrer a financiamentos de baixo custo ou às próprias reservas. O museu, porém, rejeita a proposta e afirma que seus recursos já são limitados e que, durante a reforma, será necessário cortar gastos para compensar a queda de receita.

Sem consenso, o caso foi levado aos tribunais. O processo, já aberto, deve ser analisado apenas em fevereiro de 2026. Até lá, o destino de uma das instituições mais populares da Holanda permanece incerto.

Leia tudo sobre Amsterdã

Continua após a publicidade
Compartilhe essa matéria via:
Newsletter

Cadastro efetuado com sucesso!

Você receberá nossas newsletters em breve!

Clique aqui para entrar em nosso canal no WhatsApp

Resolva sua viagem aqui

Reserve hospedagem no Booking

Reserve seu voo

Reserve hospedagem no Airbnb

Ache um passeio na Civitatis

Alugue um carro

Publicidade