A Meta intensificou sua aposta em inteligência artificial após a compra da Scale AI por US$ 14,3 bilhões, criando o Meta Superintelligence Labs (MSL) e contratando dezenas de pesquisadores de peso, muitos vindos da OpenAI, DeepMind e Anthropic.
O objetivo: desenvolver sistemas capazes de alcançar a superinteligência artificial. O núcleo do MSL é o TBD Lab, voltado ao treino e escala de grandes modelos. Apesar de boatos sobre saídas, apenas um funcionário do TBD deixou oficialmente a equipe.
Ainda assim, alguns talentos do setor têm recusado ofertas da Meta, priorizando valores e alinhamento institucional em vez de altos pacotes salariais, como explica o The Verge.
Congelamento nas contratações
Nos últimos dias, a empresa anunciou um congelamento temporário de contratações e uma reorganização interna.
A justificativa é o planejamento orçamentário para 2026, após um ciclo de contratações bilionárias.
Segundo o CEO da Scale AI e líder do MSL, Alexandr Wang, não se trata de recuo, mas de ajustes: “Estamos investindo cada vez mais no Meta Superintelligence Labs”.
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Atuação das novas equipes
A divisão passará a atuar em três frentes principais — pesquisa, produto e infraestrutura — distribuídas em quatro equipes: o TBD Lab, o laboratório FAIR (que será reposicionado como motor de inovação), a área de Produtos e Pesquisa Aplicada e a equipe de Infraestrutura (MSL Infra), responsável por GPUs, clusters e ferramentas avançadas.
A organização AGI Foundations será dissolvida e seus integrantes absorvidos pelas novas estruturas.
Apesar da pausa nas contratações, a Meta reforça que segue firme na corrida global pela IA avançada, disputando espaço com OpenAI, Google e Anthropic.
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