Pais subestimam tamanho peniano dos filhos, aponta levantamento

A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) conduziu um levantamento durante o mutirão do Novembrinho Azul, em Florianópolis (SC), para entender como pais e responsáveis avaliam o desenvolvimento genital de meninos.

A iniciativa ocorreu antes do 40º Congresso Brasileiro de Urologia e foi motivada pela circulação de vídeos que sugeriam, de forma equivocada, que crianças teriam micropênis e precisariam de tratamento hormonal.

Os resultados revelam que a percepção familiar costuma divergir dos parâmetros clínicos. Entre os entrevistados, 48% acreditavam que o tamanho do pênis infantil estava dentro da normalidade, enquanto 24% consideravam que ele estaria abaixo da média.

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Nas medições, os especialistas observaram uma diferença consistente em relação ao exame médico feito pelos cuidadores.

Medições dos pais ficam até 3 cm abaixo do real

Participaram do levantamento 99 crianças acompanhadas de seus responsáveis. No atendimento, cada cuidador foi orientado a medir comprimento e diâmetro do pênis da criança antes da avaliação profissional.

A comparação mostrou uma diferença relevante. A média aferida pelos pais foi de 3,64 centímetros, enquanto a medida realizada pelos urologistas chegou a 6,18 centímetros, diferença de cerca de 2,6 centímetros.

Segundo os especialistas, fatores como idade, peso e circunferência abdominal parecem influenciar a avaliação feita pelos pais, que tendem a interpretar o órgão como menor nesses casos.

Entre todas as crianças examinadas, nenhuma apresentou micropênis. A SBU reforça que a indicação de hormonioterapia depende de diagnóstico preciso, já que a condição é rara e exige critérios objetivos.

A sociedade lembra ainda que, entre os 4 anos e o início da puberdade, é esperado que o pênis passe por um período natural de estabilidade no crescimento.

A pesquisa será publicada em breve e, segundo seus autores, reforça a importância de informações confiáveis para evitar diagnósticos equivocados e intervenções desnecessárias.

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