Caos faz Portugal retomar o controle manual de passaportes

O governo de Portugal enviou reforços ao Aeroporto Humberto Delgado na última terça-feira (5) para lidar com as longas filas que tomam o local. A medida vem após a suspensão do Sistema de Entrada/Saída (EES), um mecanismo digital que registra de forma automática a chegada e saída de viajantes não europeus no Espaço Schengen. Agora, o controle de passaportes segue o modelo antigo, com leitura de documentos e carimbo manual.

As filas gigantes surgiram após falhas recorrentes na EES. Nas redes sociais, passageiros relataram espera de mais de sete horas para passarem pela imigração, sem qualquer tipo de assistência. O controle de saída, por outro lado, não tem registro de longas esperas.

Segundo o jornal Público, 24 militares da Guarda Nacional Republicana (GNR) foram enviados ao local. O aeroporto já havia sido reforçado com 80 agentes da Polícia de Segurança Nacional durante as festas de fim de ano. Além do acréscimo de pessoal, o governo aumentou em cerca de 30% o número de equipamentos eletrônicos e físicos para fiscalização.

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O Ministério da Administração Interna de Portugal informou que as falhas no EES surgiram ainda na fase de integração das bases de dados europeias. Com a entrada em operação do sistema, em outubro, os problemas se intensificaram.

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As autoridades portuguesas ressaltaram que o problema não é apenas do Aeroporto de Lisboa, mas faz parte de um processo maior de transição. A expectativa é que a situação seja estabilizada até a temporada de verão, período de alta turística na Europa.

Entenda o EES

Lançado em outubro de 2025, o EES é uma medida que prometia agilizar a entrada e saída de viajantes não europeus no Espaço Schengen. Na chegada, o turista faz uma coleta de seus dados biométricos, como foto facial e impressões digitais, além de dados do passaporte. A implantação do EES é um requisito para a implantação do ETIAS, um esquema de autorização de viagem que será adotado pela União Europeia, segundo promessas, no último trimestre de 2026.

Após o cadastro, o visitante tem 90 dias para permanecer no Espaço Schengen. Caso ultrapasse esse limite, o EES registra a infração e o visitante é classificado como “overstayer”, e pode receber penalidades que vão de multa até deportação.

Entre os países participantes do sistema estão os 25 membros do Espaço Schengen e quatro associados: Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça. Irlanda e Chipre ficam de fora e seguem utilizando os carimbos manuais. Saiba tudo sobre o EES nesta matéria.

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