Uma cabine flutuante na costa leste da Groenlândia tem dado o que falar: para muitos, essa inusitada opção de hospedagem, com vista para as geleiras da região, provavelmente leva o título de Airbnb mais remoto do mundo.
Se a Groenlândia propriamente dita já é um lugar bastante isolado, com apenas 57 mil habitantes distribuídos ao redor da grande ilha, a Glacier Floating Hut consegue elevar essa fama a um novo patamar: o lugar mais próximo, a cidadezinha de Tasiilaq (2 mil habitantes) exige uma viagem de barco de quase uma hora, e o único contato com o mundo externo depende de telefone via satélite.
Caso a ideia de se desligar de tudo (com uma paisagem de tirar o fôlego) seja parte do seu projeto para umas férias, vale olhar com carinho para essa alternativa propícia para aventureiros.
O que tem na cabine (e como se chega lá?)
Talvez seja mais fácil listar o que ela não tem. Nesse Airbnb integrado à vida selvagem, você não vai encontrar TV, wi-fi, sinal de telefone, máquina de lavar roupa e nem mesmo roupas de cama; você não terá ar condicionado (a rigor, nem vai precisar), mas também não espere calefação.
O que tem, isso sim, é tranquilidade de sobra, vista para as águas, os icebergs e a geleira vizinha, e acesso à praia, caso não se incomode com águas glaciais.
Cabine tem poucas comodidades, mas o suficiente para passar uns dias./Divulgação
Aliás, é bom ter em mente que o frio é uma constante, mesmo que a hospedagem só esteja liberada no verão: entre julho e setembro, época em que a cabine fica disponível para reservas, a Groenlândia jamais registrou uma temperatura acima dos 26 graus; por outro lado, a ilha já viu os termômetros baterem em 46 negativos mesmo nos chamados “meses quentes”.
Por ser isolada, essa cabine é uma boa para se integrar à natureza ao redor, e esquecer por algumas horas ou dias as preocupações que ficaram longe dali. Até para chegar é uma aventura: as duas cidades mais próximas da cabine, Tasiilaq ou Kulusuk (onde há uma pista de pouso) ficam a cerca de 700 km em linha reta da capital Nuuk, onde os turistas costumam desembarcar.
Não há estrada entre a capital e os lugarejos da costa leste, então é preciso optar por pegar um barco dando a volta na ilha pelo sul, ou recorrer a um avião. Feito isso, o trecho final até a cabine ainda precisa ser feito pela água, por cerca de 45 minutos.
Quanto custa se hospedar?
Vista de dentro da cabine./Divulgação
Segundo o anúncio ativo no Airbnb, uma diária na cabine flutuante sai por US$ 1.166 dólares (cerca de R$ 6,2 mil), com limite de dois adultos.
O maior desafio é encontrar datas disponíveis: devido ao clima inclemente na Groenlândia, o anúncio só fica ativo para os meses de verão no Hemisfério Norte. As reservas, consequentemente, só são possíveis entre julho e setembro, e precisam ser feitas com grande antecedência para garantir o lugar.
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