A Apple fechou uma parceria de longo prazo com o Google para usar o modelo de inteligência artificial Gemini na próxima grande atualização da Siri. A informação foi confirmada pela própria Apple em um comunicado enviado à CNBC e reforçada por uma declaração conjunta divulgada pelo Google nesta segunda-feira (12).
Segundo a empresa, após um processo de avaliação, a tecnologia do Google foi escolhida como base para os Apple Foundation Models, que vão sustentar uma Siri mais personalizada ainda neste ano. A Apple afirma que a decisão leva em conta a capacidade técnica do Gemini e o potencial de oferecer novas experiências aos usuários.
Parceria entre Apple e Google envolve IA e nuvem
O acordo entre as duas empresas é descrito como multianual e prevê não apenas o uso dos modelos Gemini, mas também da tecnologia de nuvem do Google para os futuros modelos de IA da Apple, de acordo com informações da CNBC. A Apple não comentou detalhes adicionais quando procurada pelo site The Verge.
Em comunicado divulgado pelo perfil oficial @NewsFromGoogle, as empresas afirmam que a próxima geração dos Apple Foundation Models será baseada no Gemini. Esses modelos devem alimentar recursos futuros do Apple Intelligence, incluindo a nova versão da Siri, anunciada como mais contextual e personalizada.
Joint Statement: Apple and Google have entered into a multi-year collaboration under which the next generation of Apple Foundation Models will be based on Google’s Gemini models and cloud technology. These models will help power future Apple Intelligence features, including a…
— News from Google (@NewsFromGoogle) January 12, 2026
Siri com IA avançada foi adiada pela Apple
Nos últimos meses, a Apple vem trabalhando em uma versão da Siri equipada com recursos avançados de inteligência artificial, capaz de executar ações em nome do usuário e compreender melhor o contexto pessoal de cada pessoa. A atualização, no entanto, foi adiada em março do ano passado.
Na ocasião, a empresa reconheceu que o desenvolvimento estava levando “mais tempo do que o esperado”. Desde então, a Apple tem buscado alternativas para acelerar e aprimorar sua estratégia de IA, incluindo parcerias externas.
Apple considerou versão personalizada do Gemini
De acordo com a Bloomberg, a Apple chegou a considerar o uso de uma versão personalizada do Gemini para recursos específicos da Siri. Entre eles estaria o chamado “World Knowledge Answers”, uma funcionalidade voltada à busca de informações com resumos gerados por IA a partir de resultados da web.
O movimento ocorreu em um momento de rápida evolução dos modelos do Google. Em novembro, a empresa lançou o Gemini 3, que passou a liderar rankings de desempenho em inteligência artificial, segundo a reportagem original.
Mudanças internas na equipe de IA da Apple
Paralelamente às negociações com o Google, a Apple também promoveu mudanças internas em sua liderança de IA. Segundo a Bloomberg, o então chefe da área, John Giannandrea, foi substituído por Mike Rockwell, responsável pelo Vision Pro. Giannandrea deixou oficialmente o cargo no mês passado.
Além do Google e da parceria já existente com a OpenAI, a Apple também teria explorado possíveis colaborações com empresas como Anthropic e Perplexity. O CEO Tim Cook afirmou que a companhia pretende lançar integrações com mais empresas de IA ao longo do tempo.
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Privacidade segue como pilar do Apple Intelligence
Na declaração conjunta, Apple e Google reforçam que, apesar da adoção do Gemini, o Apple Intelligence continuará rodando nos dispositivos da empresa e no Private Cloud Compute. Segundo as companhias, o modelo mantém os padrões de privacidade que a Apple classifica como líderes da indústria.
A expectativa é que a nova Siri, baseada nessa colaboração, chegue ainda em 2026, marcando um dos movimentos mais relevantes da Apple na disputa atual pelo avanço da inteligência artificial em produtos de consumo.
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