Claude for Healthcare: Anthropic leva sua IA para exames, prontuários e pesquisas

A Anthropic lançou o Claude for Healthcare e expandiu suas ferramentas para a área de ciências da vida, capazes de transformar sua inteligência artificial (IA) num assistente especializado para médicos e pesquisadores, segundo a empresa. 

A atualização utiliza o novo Opus 4.5, que consegue processar “raciocínios” complexos. Aqui, o modelo pode ser usado para agilizar processos burocráticos, como autorizações de planos de saúde, e acelerar a descoberta de novos medicamentos, diz a Anthropic.

Vale mencionar: na última quarta-feira (07), a OpenAI também entrou no setor de saúde com o ChatGPT Health, área dedicada a centralizar dados de bem-estar e registros médicos pessoais. 

O movimento das duas gigantes marca um momento decisivo em 2026: a IA deixa de oferecer conselhos genéricos para se integrar diretamente a prontuários, exames e dispositivos vestíveis sob rigorosos protocolos de privacidade.

Anthropic conecta o Claude a bases de dados médicos para agilizar diagnósticos e pesquisas científicas

As novas ferramentas permitem que o Claude acesse plataformas externas de saúde por meio de conectores diretos. Em vez de apenas processar texto, a IA agora consulta bases oficiais como o banco de dados do Medicare (CMS) e o sistema de códigos de doenças ICD-10. Para hospitais e seguradoras, o maior ganho está na análise de pedidos médicos, tarefa que costuma consumir horas de trabalho manual e atrasar tratamentos vitais.

Claude for Healthcare conecta IA da Anthropic a plataformas externas de saúde (Imagem: Divulgação/Anthropic)

O sistema consegue cruzar as diretrizes clínicas com o histórico do paciente para sugerir aprovações em segundos. No ambiente laboratorial, o Claude foi conectado a registros de testes clínicos e bancos de compostos bioativos como o ChEMBL. Cientistas utilizam essa capacidade para identificar falhas em documentos regulatórios e monitorar o recrutamento de voluntários para pesquisas de novos fármacos.

Toda essa operação é sustentada pelo modelo Opus 4.5, que demonstrou avanços significativos em cálculos médicos e interpretação de figuras científicas. A Anthropic reforça que o sistema opera em conformidade com as normas HIPAA, conjunto de leis federais dos EUA que estabelecem padrões nacionais para a proteção de informações de saúde sensíveis. A empresa garante que os dados sensíveis dos pacientes serão processados com segurança.

A colaboração alcança grandes empresas como a Sanofi e a Veeva, que utilizam a tecnologia para automatizar a documentação farmacêutica e acelerar o impacto clínico. Ao reduzir a carga administrativa, o objetivo é permitir que as equipes de saúde foquem no trabalho estratégico e no atendimento direto ao paciente. O Claude agora funciona como uma ponte inteligente entre montanhas de dados técnicos e a prática médica real, diz a Anthropic.

Enquanto a empresa foca no lado estrutural e profissional da medicina, a OpenAI direciona esforços para o consumidor final. A proposta do ChatGPT Health é oferecer um ambiente isolado onde o indivíduo possa gerenciar sua própria jornada de saúde diária.

OpenAI transforma ChatGPT num hub de saúde pessoal

O espaço ChatGPT Health funciona como um ambiente exclusivo dentro do chatbot, no qual conversas e arquivos médicos ficam isolados do histórico comum. Essa separação garante que informações sensíveis não circulem fora desse contexto nem sejam utilizadas para treinar os modelos gerais da empresa. A ideia é centralizar dados que hoje ficam espalhados em portais, aplicativos de exercícios e PDFs de exames.

O ChatGPT agora conta com uma guia de saúde (Imagem: Divulgação/OpenAI)

Ao conectar-se com o Apple Health e o MyFitnessPal, a IA passa a considerar informações reais de atividade física e sono para oferecer informações mais precisas e contextualizadas. O usuário tem controle total sobre essas conexões e pode revogar o acesso a qualquer momento nas configurações. O sistema ajuda a interpretar resultados laboratoriais complexos, traduzindo jargões médicos para linguagem simples e cotidiana.

Para garantir a segurança clínica, a OpenAI utilizou o HealthBench, estrutura de avaliação desenvolvida com o apoio de mais de 260 médicos. Esse processo de dois anos serviu para ajustar como a IA responde a dúvidas sobre sintomas e quando ela deve orientar o usuário a buscar ajuda profissional imediata. O foco não é substituir o médico, mas sim preparar o paciente para consultas mais produtivas.

A empresa é enfática ao declarar que o serviço se destina apenas ao apoio informativo, não ao diagnóstico ou tratamento. A ferramenta funciona como um organizador de dúvidas para check-ups e uma forma de acompanhar padrões de saúde ao longo do tempo. É um assistente de triagem e compreensão que atua no intervalo entre as visitas ao consultório médico.

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Por enquanto, o recurso está disponível apenas para um grupo restrito de usuários em fase de testes. A expansão para a web e sistemas operacionais de celulares deve ocorrer nas próximas semanas por meio de uma lista de espera.

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