O que aconteceu com Henri Castelli no BBB 26? Especialistas explicam

Henri Castelli, 47 anos, está fora do BBB 26 após passar mal na manhã da última quarta-feira (14). O ator, que entrou na casa mais vigiada do Brasil como Camarote, sofreu uma convulsão durante a primeira Prova do Líder da temporada e precisou de atendimento médico.

A situação aconteceu durante a dinâmica de resistência, que foi interrompiada para que artista fosse avaliado. A equipe médica do Big Brother Brasil socorreu o participante, que foi encaminhado ao hospital para a realização de exames.

À tarde, Henri retornou à casa e contou que os resultados não apontaram nenhum problema grave. No entanto, ele sofreu uma nova crise e precisou retornar ao hospital, onde ficou internado sob observação. Por orientação médica, o ator não retorna ao BBB 26.

Minha solidariedade ao Henri Castelli, que teve uma convulsão durante a prova do líder do #BBB26.

Pensando no ser humano o certo, era o BBB26 eliminar o Henri, mas não retirar o cachê, para que ele possa se cuidar e ficar perto da família.

E dá a vaga para um pipoca! pic.twitter.com/mnH0TUYThD

— Sevenn_Boy (@Sevenn_Boy) January 14, 2026

O anúncio foi feito por Tadeu Schmidt durante o programa ao vivo. O apresentador explicou aos confinados o que aconteceu com Henri Castelli durante a manhã. “Ele teve uma crise convulsiva. Ele foi atendido ali mesmo, no Provódromo, pela equipe médica. De lá, foi levado para o hospital”, começou o comunicador.

“O Henri passou por todos os exames indicados numa situação como essa. Nenhum exame apontou qualquer problema. E ele voltou ao programa. Só que, logo na chegada de volta à casa, o Henri teve uma nova crise convulsiva. Ele foi levado pela segunda vez ao hospital. E, como ele teve esse segundo episódio, os médicos decidiram mantê-lo em observação”, disse Tadeu.

“O Henri está bem, está lúcido. Mas, diante desse quadro, o Henri não vai continuar no BBB. A gente lamenta a saída dele do jogo, mas entende que, evidentemente, a saúde é sempre mais importante que qualquer competição, além de ser uma preocupação nossa”, ele destacou.

Henri Castelli teve uma crise convulsiva, foi atendido no provódromo pela equipe médica e levado a um hospital para realização de exames. À tarde, após os resultados não apontarem qualquer problema, Henri retornou ao programa, mas teve uma nova crise. Ele, então, foi levado… pic.twitter.com/RD7p4lKFPR

— TV Globo (@tvglobo) January 15, 2026

O que são convulsões

De acordo com Alice Del Colletto, professora e coordenadora do curso de Biomedicina da Estácio, a convulsão ocorre quando há uma atividade elétrica anormal e excessiva no cérebro, provocando alterações temporárias no funcionamento do corpo.

“A crise convulsiva pode causar movimentos involuntários, rigidez muscular, perda de consciência, salivação excessiva e alterações na respiração. Apesar do impacto visual, é importante dizer que nem toda convulsão significa epilepsia, e uma pessoa pode ter uma crise isolada ao longo da vida”, explica a profissional.

As causas das convulsões são diversas e incluem febre alta, especialmente em crianças, epilepsia, traumatismo craniano, infecções do sistema nervoso, alterações metabólicas, uso ou abstinência de álcool e drogas, tumores cerebrais e Acidente Vascular Cerebral (AVC).

“Os principais riscos durante uma crise estão relacionados a quedas, traumas, engasgos, falta de oxigenação e convulsões prolongadas. Por isso, saber como agir corretamente é fundamental para evitar complicações”, informa a professora.

Para o neurologista da Rede Mater Dei deSaúde, Henrique Freitas, fatores do dia a dia também podem funcionar como gatilhos, como privação de sono, estresse intenso, infecções, estímulos luminosos ou físicos específicos podem desencadear crises, dependendo do perfil de cada paciente.

Qual a diferença entre convulsão e epilepsia

Alice explica que convulsão e epilepsia são termos que costumam ser confundidos. “A convulsão é um evento, um sintoma que pode acontecer por diferentes causas. Já a epilepsia é uma doença neurológica crônica, caracterizada por crises recorrentes, com ou sem convulsões visíveis, e que exige diagnóstico e acompanhamento médico contínuo”, fala.

Segundo o neurologista, nem toda crise se manifesta como convulsão. “Existem crises generalizadas, que podem cursar com movimentos involuntários e perda de consciência, mas também crises focais, que se apresentam apenas com alteração de consciência, sensações estranhas ou movimentos localizados. Por isso, nem sempre a crise é facilmente reconhecida”, destaca.

O que aconteceu com Henri Castelli no BBB 26? Especialistas explicam – Reprodução/Globo

Estima-se que até 3% da população apresente algum fenômeno epiléptico ao longo da vida, e as causas são diversas. “As crises podem estar relacionadas a lesões estruturais no cérebro, como tumores, AVCs, tromboses ou infecções, mas também podem ter origem genética. Há ainda pessoas com alterações microscópicas na estrutura cerebral que as tornam mais suscetíveis a descargas elétricas anormais”, afirma ele.

Como ajudar alguém durante uma convulsão

Durante uma convulsão, a orientação é manter a calma, deitar a pessoa de lado, afastar objetos que possam causar ferimentos, proteger a cabeça e observar o tempo da crise. “Nunca se deve colocar objetos ou os dedos na boca, tentar segurar os movimentos ou oferecer líquidos e alimentos durante a convulsão”, alerta.

A busca por atendimento médico é indispensável quando a crise dura mais de cinco minutos, ocorre de forma repetida, é a primeira da vida ou envolve gestantes, diabéticos e pessoas com doenças associadas.

O que fazer após uma convulsão

Henrique reforça que toda pessoa que apresenta uma primeira crise convulsiva deve ser avaliada por um médico, preferencialmente um neurologista. “É fundamental investigar a causa, descartar alterações estruturais no cérebro e iniciar o acompanhamento adequado. Hoje, os tratamentos são eficazes e permitem excelente controle dos sintomas na maioria dos casos”, ressalta.

Com o tratamento correto, a qualidade de vida pode ser plenamente preservada. “Pacientes com epilepsia bem controlada vivem normalmente, trabalham, praticam atividades físicas e, em muitos casos, podem até dirigir, desde que estejam sob acompanhamento médico e sem crises”, finaliza o especialista.

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