Jejum intermitente emagrece mesmo? Durante uma conversa no BBB 26, Aline Campos contou que, além de não consumir carne, segue a estratégia alimentar e mantém os exames em dia. A fala, embora pessoal, levantou um debate importante sobre saúde, emagrecimento e limites.
O jejum intermitente se popularizou justamente por prometer perda de peso e benefícios metabólicos. No entanto, especialistas reforçam que a prática exige planejamento, orientação e, acima de tudo, respeito à individualidade de cada organismo.
Jejum intermitente emagrece?
A estratégia consiste em alternar períodos de alimentação com janelas sem ingestão de alimentos. Em alguns casos, isso pode ajudar a reduzir o consumo calórico diário e organizar horários das refeições. Por isso, muitas pessoas associam o método à perda de peso e passam a acreditar que jejum intermitente emagrece automaticamente.
Entretanto, segundo a nutricionista Laita Balbio, do Espaço Hi, em São Paulo, o resultado depende de diversos fatores. “O jejum pode trazer benefícios metabólicos e auxiliar na redução de gordura corporal, desde que seja bem estruturado e acompanhado”, explica. Ou seja, não basta apenas ficar horas sem comer: a qualidade do que vai ao prato durante as janelas alimentares faz toda a diferença.
Além disso, o corpo precisa de nutrientes para funcionar bem. Portanto, mesmo em protocolos de jejum, proteínas, fibras, vitaminas e minerais continuam essenciais para manter energia, imunidade e bem-estar.
Benefícios do jejum intermitente
Quando bem orientado, o jejum pode ajudar na organização da rotina alimentar e no controle glicêmico. Além disso, algumas pessoas relatam melhora na percepção da fome e maior consciência alimentar. Ainda assim, esses efeitos positivos não acontecem da mesma forma para todos.
Nesse sentido, Laita reforça que o sucesso da estratégia depende do contexto de vida, da saúde metabólica e da relação emocional com a comida. Caso contrário, o método pode gerar frustração e resultados opostos aos esperados.
Riscos do jejum intermitente
Por outro lado, os riscos também merecem destaque. Períodos prolongados sem comer podem causar queda de energia, irritabilidade, dificuldade de concentração e alterações hormonais. Além disso, em pessoas mais sensíveis, o jejum pode estimular episódios de compulsão alimentar.
Segundo a nutricionista, quando o método aparece como solução rápida ou sinal de autocontrole extremo, ele pode reforçar comportamentos prejudiciais. Especialmente em ambientes de grande exposição, como um reality show, essa mensagem pode ser interpretada de forma equivocada por quem assiste.
Quem pode fazer
Embora muitas pessoas se interessem pelo método, há grupos que devem evitá-lo. Crianças, adolescentes, gestantes, lactantes e pessoas com histórico de transtornos alimentares não devem aderir ao jejum sem acompanhamento rigoroso. Nesses casos, o foco deve ser a regularidade das refeições e uma relação mais saudável com a comida.
Por isso, antes de iniciar qualquer estratégia restritiva, o ideal é procurar um profissional de saúde. Assim, é possível avaliar se o jejum faz sentido para aquele momento de vida.
Resumo: O jejum intermitente pode auxiliar no emagrecimento em alguns casos, desde que seja bem planejado e acompanhado. No entanto, a prática não é indicada para todos e envolve riscos. Antes de aderir, vale buscar orientação profissional e priorizar hábitos saudáveis e sustentáveis.
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