Fóssil misterioso revela forma de vida extinta que não era planta nem fungo

Pesquisadores descobriram que fósseis do organismo Prototaxites, com cerca de 410 milhões de anos, pertencem a uma forma de vida complexa que não é planta nem fungo. Encontrado na Escócia, o material foi analisado num estudo recente. E agora faz parte da coleção do Museu Nacional de lá.

A pesquisa, publicada na Science Advances na quarta-feira (21), indica que o Prototaxites representa uma linhagem evolutiva totalmente extinta de eucariotos multicelulares, diferente de qualquer ser vivo atual. O organismo dominou ecossistemas terrestres primitivos e podia chegar a até oito metros de altura. Assim, era o maior ser vivo em terra firme em parte do período Devoniano (de 419 a 359 milhões de anos atrás).

Prototaxites pertenceu a uma linhagem evolutiva independente e extinta

Por décadas, cientistas discutiram se o Prototaxites era um tipo de fungo gigante. No novo estudo, pesquisadores analisaram sua anatomia e sua composição química. Além disso, compararam o fóssil com outros organismos preservados no mesmo local, o cherte de Rhynie. Os resultados mostram que ele não tem características típicas de fungos, como componentes comuns da parede celular.

Pesquisadores descobriram que fósseis do organismo Prototaxites pertencem a uma forma de vida complexa que não é planta nem fungo (Imagem: Museu Nacional da Escócia)

Os cientistas também não encontraram evidências de que o Prototaxites fosse planta, animal, alga ou bactéria. Não há sinais de que ele vivia em simbiose com outros organismos. Com isso, a conclusão é que ele pertenceu a um grupo eucariótico desconhecido, sem descendentes vivos, que seguiu um caminho evolutivo separado.

Análises químicas indicaram que a composição molecular do Prototaxites é diferente da de fungos e de outros seres da mesma época. Isso reforça a ideia de que ele foi um experimento evolutivo único na história da vida complexa, com estrutura e fisiologia próprias.

O Prototaxites teve um papel importante nos primeiros ecossistemas terrestres. Ele dominou a paisagem por milhões de anos. Depois, foi superado por plantas maiores no fim do Devoniano, quando mudanças ambientais e competição ecológica podem ter contribuído para sua extinção.

(Essa matéria também usou informações do Museu Nacional da Escócia.)

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