A Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos Estados Unidos (CISA) abriu uma apuração interna após a divulgação de que seu diretor interino, Madhu Gottumukkala, enviou documentos sensíveis do governo para o ChatGPT. A informação foi publicada pelo site Politico na terça-feira (27), com base em relatos de autoridades envolvidas no caso.
Segundo a reportagem, Gottumukkala, nomeado para o cargo durante o governo de Donald Trump, teria feito o upload de arquivos de contratação marcados como “for official use only” (apenas para uso oficial). A ação teria acionado múltiplos alertas automáticos de segurança, criados para evitar a retirada ou divulgação indevida de dados a partir das redes federais.
Fontes ouvidas pelo Politico afirmam que o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (Department of Homeland Security – DHS), ao qual a CISA está vinculada, passou a avaliar se houve algum prejuízo à segurança governamental em decorrência do envio dos arquivos a uma versão pública de um modelo de linguagem.
Uso do ChatGPT e investigação interna
O Politico relata que Gottumukkala recebeu uma exceção para utilizar o ChatGPT no início de sua gestão na CISA, em um período em que outros funcionários estavam proibidos de acessar a ferramenta. A prática levanta preocupações porque o envio de documentos internos, ainda que não classificados, a um sistema público de inteligência artificial pode permitir que o modelo seja treinado com essas informações, aumentando o risco de que o conteúdo seja posteriormente compartilhado com outros usuários.
Em resposta ao veículo, um porta-voz da CISA declarou que o uso do ChatGPT por Gottumukkala foi “de curto prazo e limitado”. Ainda assim, autoridades do DHS buscaram verificar se os alertas de segurança indicaram qualquer comprometimento efetivo dos dados.
Antes de assumir a direção interina da agência federal, Gottumukkala ocupou o cargo de diretor de tecnologia da informação do estado de Dakota do Sul, durante o mandato da então governadora Kristi Noem. Após sua nomeação para a CISA, de acordo com o Politico, ele teria falhado em um teste de polígrafo de contrainteligência, que posteriormente foi classificado pelo DHS como “não sancionado”.
Ainda conforme a reportagem, na sequência desse episódio, Gottumukkala suspendeu o acesso de seis funcionários de carreira a informações classificadas, medida que também entrou no radar das autoridades de segurança interna.
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