O Spotify afirmou que pagou mais de US$ 11 bilhões à indústria da música em 2025, segundo um comunicado publicado nesta terça-feira (28) no blog Spotify for Artists. A informação foi apresentada por Charlie Hellman, chefe da área de música da empresa, como um balanço do desempenho financeiro da plataforma no ano passado e das prioridades para 2026.
De acordo com o executivo, o valor representa um crescimento superior a 10% em relação a 2024 e, segundo a companhia, é o maior pagamento anual já feito por um varejista de música. Hellman destacou que artistas e selos independentes ficaram com cerca de metade dos royalties distribuídos no período.
Crescimento dos repasses e participação no mercado
No texto, Hellman afirma que o Spotify responde por aproximadamente 30% da receita global de música gravada. Segundo ele, enquanto os repasses da plataforma cresceram acima de 10% em 2025, outras fontes de receita do setor avançaram em torno de 4%, o que colocaria o serviço como um dos principais vetores de crescimento da indústria no ano.
O executivo também relacionou os pagamentos ao aumento do público pagante. De acordo com o comunicado, mais de 750 milhões de pessoas no mundo assinam serviços de streaming de música. Hellman disse que, como o Spotify repassa cerca de dois terços de sua receita à indústria musical, o crescimento da base de usuários e os reajustes de preços impactam diretamente o volume de recursos destinados a artistas e gravadoras.
No ano passado, sozinhos, pagamos mais de US$ 11 bilhões à indústria da música, o maior pagamento anual da história de qualquer varejista de música.
Charlie Hellman, Head of Music do Spotify
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Outros números citados pela empresa
Além do total pago em royalties, a plataforma menciona que já ajudou artistas a gerar mais de US$ 1 bilhão em vendas de ingressos por meio de parcerias com serviços de bilheteria. O texto também afirma que o Spotify vem investindo em ferramentas para verificação de identidade de artistas e na organização de créditos de músicas, como forma de combater tentativas de desvio de royalties e conteúdos atribuídos de forma incorreta.
Hellman ressaltou ainda que a empresa pretende ampliar, em 2026, iniciativas voltadas a novos artistas, incluindo programas editoriais e recursos de descoberta de música.
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