A Arábia Saudita interrompeu a construção do Mukaab, prédio gigantesco em formato de cubo que seria o coração de um novo bairro na sua capital, Riade, revelou a Reuters. O projeto, planejado para ser o maior arranha-céu do mundo, está parado enquanto o governo reavalia se tem dinheiro para a obra e se ela é realmente viável no momento.
Essa decisão faz parte de uma mudança nos planos do país. O governo decidiu gastar menos em prédios futuristas e priorizar obras para grandes eventos, como a Expo 2030 e a Copa do Mundo de 2034, além de projetos turísticos que podem dar lucro mais rápido.
Queda no preço do petróleo e novas prioridades forçam revisão de megaprojetos como o Mukaab na Arábia Saudita
A pausa nas obras do Mukaab ocorreu porque o preço do petróleo caiu. E o dinheiro das vendas não é mais suficiente para pagar as construções ambiciosas do governo. No final de 2024, o fundo soberano do país registrou um prejuízo de US$ 8 bilhões (R$ 41,6 bilhões) em investimentos desse tipo, o que fez os governantes mudarem o foco para áreas como mineração e inteligência artificial (IA).
Com o trabalho suspenso logo após a escavação do terreno, o futuro do Mukaab é incerto. Ele foi desenhado para ser um cubo com 400 metros de altura, largura e comprimento, espaço suficiente para colocar 20 prédios do tamanho do Empire State dentro dele. Por causa dessa revisão financeira, o prazo para terminar o bairro ao redor do prédio passou de 2030 para 2040.
Essa economia também afetou outros planos, como o projeto Trojena, que teve a realização dos Jogos Asiáticos de Inverno de 2029 adiada sem nova data. O governo saudita afirma que está sendo transparente e que prefere atrasar ou diminuir o tamanho das obras do que seguir com gastos insustentáveis. Por outro lado, construções como a cidade The Line ainda continuam de pé.
O custo para construir o bairro em torno do Mukaab seria de US$ 50 bilhões (R$ 259,8 bilões). Para você ter ideia, isso equivale a toda a riqueza produzida pela Jordânia ao longo de um ano. O plano original era criar 104 mil moradias e gerar 334 mil empregos. Mas agora o país concentra seus esforços em destinos como Qiddiya, área voltada para turismo e entretenimento.
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