Apple arrasa no iPhone 17. Mas e as IAs?

Esse é um trecho da newsletter Primeiro Olhar, disponível para assinantes do Clube Olhar Digital.
A Apple divulgou os resultados do seu primeiro trimestre fiscal, encerrado em dezembro, com números acima das expectativas de mercado.

Seguindo a tendência que falamos ontem nesta newsletter, a empresa registrou crescimento anual de 16% na receita, impulsionado principalmente pela demanda pelos novos modelos de iPhone, lançados em setembro.

No período, a Apple reportou lucro líquido de US$ 42,1 bilhões, vs. US$ 36,33 bilhões no mesmo trimestre do ano anterior. A receita total chegou a US$ 143,76 bilhões, superando a estimativa de US$ 138,48 bilhões, segundo consenso da LSEG.

O responsável tem nome e sobrenome: iPhone 17 – com uma receita avançando 23% em base anual. À CNBC, o CEO Tim Cook classificou a procura pelos aparelhos como “simplesmente impressionante”.

Bom… nem tudo é perfeito.

Amanda Silberling, do portal TechCrunch, escreveu um texto muito bem-humorado com o título “Pessoal, acho que Tim Cook não sabe como monetizar IA”.

Ela observa que Tim Cook foi bombardeado de perguntas fáceis durante a call de resultados da Apple. Até que um analista tocou na ferida. Depois de falar brevemente de retorno sobre investimento com IA , ele perguntou: “como se monetiza a IA?”.

A resposta foi:

“Bem, deixe-me apenas dizer que estamos trazendo inteligência para mais coisas que as pessoas amam e a integrando ao sistema operacional de forma pessoal e privada. Acho que, ao fazer isso, criamos um grande valor e abrimos uma série de oportunidades para nossos produtos e serviços. Devo acrescentar que também estamos muito satisfeitos com a colaboração com o Google”.

E aí, o que acharam?

Eu não poderia ter uma resposta melhor e mais irônica do que Amanda Silberling: “Então, é isso aí, pessoal. A Apple vai monetizar a IA criando “grande valor”. E, crucialmente, isso “abrirá uma série de oportunidades”. Que experimentaremos em “produtos e serviços”. Legal! Bom, um salve para aquele cara da Morgan Stanley por tentar”.

Outro dia escrevi aqui nessa newsletter que a OpenAI está mais confiante do que nunca, planejando 2026 como o ano da “adoção prática” da IA. E eu bato na tecla da OpenAI porque é o player mais simbólico, ousado e atuante do mercado. O ChatGPT é o grande símbolo dessa revolução.

Mas atingir um ponto de equilíbrio é outra história. Esse ponto vem, segundo a OpenAI, a partir de 2030. A ver.

A cada resposta que o mercado dá (como no caso do comunicado da OpenAI) ou não dá (como na não-resposta de Tim Cook), eu ergo mais a sobrancelha. Por curiosidade em visualizar essa terra prometida que se tornou a IA, mas também por desconfiança.

Afinal, essa é uma revolução que já custa empregos, água e energia.

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