Finalizando a “turnê mensal” de janeiro pelos planetas do Sistema Solar, a Lua vai visitar Júpiter na sexta-feira (30). Na ocasião, o gigante gasoso vai aparecer no céu bem próximo do satélite natural da Terra, em um fenômeno conhecido como conjunção astronômica.
De acordo com o guia de observação In-The-Sky.org, isso acontece às 23h29 (pelo horário de Brasília), quando a Lua vai passar a pouco mais de 3º ao norte de Júpiter. Do ponto de vista de um observador em São Paulo, o par estará visível 21° acima do horizonte noroeste às 19h09, permanecendo no céu até às 3h18 da madrugada de sábado (31).
Momento em que a Lua estará em conjunção com Júpiter no céu nesta sexta-feira (30), finalizando a “turnê mensal” de janeiro pelos planetas do Sistema Solar. Crédito: Stellarium
Enquanto a Lua estará em magnitude de -12.7, a de Júpiter será de -2.6, com ambos na constelação de Gêmeos. Quanto mais brilhante um objeto parece, menor é o valor de sua magnitude (relação inversa). O Sol, por exemplo, que é o corpo mais brilhante do céu, tem magnitude aparente de -27.
Em fevereiro, a Lua vai passar apenas por Mercúrio (18) e Júpiter (27). Essa série de conjunções que a Lua faz mensalmente ocorre porque ela orbita a Terra aproximadamente no mesmo plano em que os planetas orbitam o Sol, chamado plano da eclíptica.
Não são só quatro: saiba quantas fases a Lua realmente tem
O que a maioria das pessoas acredita é que a Lua tem quatro fases. No entanto, isso é apenas um resumo da incrível trajetória de renovação que ela percorre todos os meses.
Para ir a fundo nessa eterna metamorfose e conhecer as “interfases” (aqueles momentos de transição entre o que já foi e o que está por vir), clique aqui.
Fases da Lua. Crédito: Patryk Kosmider – Shutterstock
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Saiba por que pousar em Júpiter ou Saturno é praticamente impossível
Pousar em Júpiter ou Saturno é, até hoje, uma missão impossível. Esses planetas, classificados como gigantes gasosos, apresentam obstáculos que vão muito além da tecnologia atual.
O Sistema Solar é dividido em três tipos principais de planetas:
Primeiro, vêm os rochosos: Mercúrio, Vênus, Terra e Marte;
Depois, aparecem os gigantes gasosos: Júpiter e Saturno;
Por fim, estão os gigantes gelados: Urano e Netuno.
Cada grupo tem características únicas, mas os gigantes gasosos se destacam por sua composição e estrutura completamente diferentes daquilo que conhecemos como “superfície”.
Júpiter e Saturno são formados principalmente por hidrogênio e hélio em estado gasoso. Diferentemente dos planetas rochosos, eles não têm uma crosta sólida onde se possa pousar. Na prática, não existe um chão. Quanto mais uma espaçonave tentasse descer, mais ela afundaria em camadas de gás cada vez mais densas, submetida a um cenário físico devastador. Saiba mais aqui.
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