A Adobe sempre dominou o território da edição de vídeo e do motion design como quem define as regras do jogo. Mas esse jogo está mudando — e rápido. A integração do Claude ao Higgsfield.ai sinaliza algo maior do que um “novo software poderoso”: é uma mudança de paradigma.
Em vez de timelines complexas, keyframes e curvas de animação, com a inteligência artificial, o movimento passa a ser descrito em linguagem natural. Você não “anima” mais — você explica a intenção. Ajusta em tempo real, reutiliza lógicas de movimento, mantém consistência visual entre apresentações, infográficos e peças de marca. O foco sai do técnico e vai para clareza, velocidade e coerência narrativa.
Isso transforma o motion design em algo editável através de um chat. Um sistema onde o conhecimento não está na interface, mas no vocabulário. Onde designers, estrategistas e criadores pensam primeiro no ‘porquê’ e no ‘como’ do movimento e não no ‘onde clicar’.
Se o movimento pode ser dirigido por um chat, o que acontece com as ferramentas tradicionais? Elas não desaparecem amanhã, mas perdem o monopólio da complexidade. Viram “motores” por trás da cena, enquanto a camada criativa sobe para o nível da linguagem, da intenção e do contexto.
Talvez o maior impacto não seja técnico, mas cultural: com a inteligência artificial, o motion deixa de ser uma habilidade de poucos e vira um recurso estratégico de muitos. O Instagram mudou nossa relação com a fotografia, o CapCut com relação a edição. E quando isso acontece, não é só o software que muda, é quem tem poder de criar.
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