A cerca de 300 quilômetros de São Paulo, o Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR) guarda um dos maiores tesouros naturais do Brasil. Encravado em um dos maiores contínuos preservados de Mata Atlântica do país, o parque é um convite ao mergulho em rios cristalinos, salões monumentais e túneis esculpidos pela água ao longo de milhões de anos.
São mais de 400 cavernas cadastradas, das quais doze estão abertas à visitação, cada uma com personalidade própria: algumas amplas e contemplativas, outras cheias de água, escaladas e emoção. A seguir, cinco cavernas imperdíveis para conhecer no PETAR – e um bônus que impressiona mesmo do lado de fora.
1. Caverna de Santana
Maior caverna do Núcleo Santana, a Caverna de Santana é quase um cartão de visitas do parque. São mais de oito quilômetros de extensão, embora apenas cerca de 800 metros estejam abertos ao público, em um percurso bem estruturado, com passarelas e pontes de madeira que facilitam a visita sem agredir o ambiente.
O passeio acompanha a galeria do Rio Roncador, permitindo observar de perto a ação da água na formação da caverna e uma diversidade de espeleotemas: estalactites, estalagmites e cortinas de calcário. A experiência vai além da geologia, a acústica singular do local inspirou o filme Sinfonia do Alto Ribeira, e um de seus salões foi batizado de Salão Hermeto Pascoal, em homenagem ao músico que explorou os sons naturais do espaço.
Caverna de Santana: um clássico do PETAR que já foi palco de Hermeto PascoalLuan Alves Chaves/Wikimedia Commons
2. Caverna Ouro Grosso
A Caverna do Ouro Grosso é considerada a mais esportiva da região e, certamente, uma das mais desafiadoras. A aventura começa já na entrada, estreita o suficiente para exigir que o visitante rasteje nos primeiros metros antes de alcançar grandes salões escuros, onde o som das cachoeiras domina tudo.
Formada por uma sequência de quedas d’água e poços profundos, a visita exige uso de cordas e atenção redobrada. O contato constante com a água gelada e a inclinação acentuada do percurso tornam a experiência intensa. Não é a caverna com mais formações rochosas, mas é, sem dúvida, a que entrega mais adrenalina.
Caverna Ouro Grosso atrai os mais aventureiros com suas galerias estreitasLeonardo Gentile/Wikimedia Commons
3. Alambari de Baixo
Com uma entrada suntuosa, iluminada pela luz natural que invade o salão inicial, a Caverna Alambari de Baixo impressiona logo nos primeiros passos. Situada no Núcleo Ouro Grosso, ela é atravessada pelo rio Alambari e praticamente todo o percurso é feito dentro da água.
Dependendo da época do ano, o nível do rio pode chegar à cintura ou até ao pescoço, exigindo o uso de cordas em alguns trechos. O acesso se dá por uma trilha de cerca de três quilômetros em meio à Mata Atlântica, o que torna a experiência ainda mais completa para quem busca aventura com uma boa dose de contemplação.
Caverna Alambari de Baixo impressiona com suas formaçõesAna Taemi/Wikimedia Commons
4. Caverna do Couto
A mesma trilha que leva à cachoeira do Couto conduz à entrada discreta da Caverna do Couto. É preciso se abaixar e descer uma pequena escada para acessar o interior, onde o caminho segue acompanhando um riacho.
O grande destaque vem no final: uma abertura monumental revela a mata do outro lado do morro, criando um contraste poderoso entre o escuro da caverna e o verde intenso da floresta. A sensação de reencontrar a luz do dia após a travessia é uma das mais marcantes do PETAR, e explica por que essa caverna costuma surpreender até os visitantes mais experientes.
5. Caverna Temimina
Mais distante e de acesso trabalhoso, a Caverna Temimina, no Núcleo Caboclo, recompensa cada passo com um cenário quase irreal. Seus salões chegam a 50 metros de altura, alguns deles abrigando vegetação no interior, graças às dolinas e claraboias que permitem a entrada de luz natural.
Entre rios de águas cristalinas, formações exuberantes e um raro espeleotema conhecido como “chuveiro”, que lembra uma ducha natural no teto da caverna, Temimina se destaca como uma das mais fotogênicas e impressionantes do PETAR. É o tipo de lugar que faz o visitante esquecer o tempo e o esforço da caminhada até chegar ali.
Bônus: Casa de Pedra
Mesmo fechada para visitação interna desde 2003, a Casa de Pedra continua sendo uma das atrações mais impressionantes do PETAR. Seu portal de entrada, com 197,1 metros de altura, é considerado a maior boca de caverna do mundo – o equivalente a empilhar cinco Cristos Redentores. A classificação veio após um estudo conduzido por pesquisadores da USP, que utilizaram drones e tecnologia a laser para mapear com precisão a dimensão monumental da abertura.
A trilha até o local leva cerca de duas horas e termina às margens do rio Maximiliano, que desaparece sob o gigantesco arco de rocha. Mesmo sem a possibilidade de entrar na caverna, estar diante desse colosso natural, cercado por Mata Atlântica, já é uma experiência que justifica a caminhada e fecha a visita ao parque em grande estilo.
A abertura da Casa de Pedra tem o equivalente a cinco estátuas do Cristo Redentor empilhadasGoverno do Estado de São Paulo/Reprodução
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