O Brasil fez um teste muito importante para o desenvolvimento do seu próprio foguete, o Microlançador Brasileiro (MLBR), recentemente. Esse teste é um passo fundamental para que o país consiga, finalmente, lançar seus próprios satélites ao espaço de forma independente.
Projetado para levar satélites leves (de até 40 quilos) para o espaço, o MLBR é um foguete pequeno (tem 12 metros). Ele é ideal para os satélites modernos, que são bem menores do que os de antigamente.
Como foi o teste do lançador brasileiro de satélites e quais são os próximos passos
Os técnicos testaram a força da estrutura da primeira parte do foguete (o chamado “primeiro estágio”). Em vez de usarem fogo e combustível, eles fizeram um teste com água. Os técnicos encheram a peça com água e foram aumentando a pressão interna até que ela se rompesse.
Qual foi o resultado? O teste, ocorrido em 24 de janeiro, foi um sucesso porque a peça aguentou muito mais pressão do que precisará suportar durante um voo de verdade. Enquanto no voo normal a pressão será de 67 unidades (bar), a peça só quebrou quando atingiu 103 unidades. Ou seja, o teste apontou que ela é segura e resistente.
Por que isso é bom para o Brasil? O país tenta ter seu próprio lançador de satélites há quase 50 anos. Ter essa tecnologia traz autonomia e mostra que a indústria brasileira consegue construir máquinas muito complexas.
No entanto, ainda faltam muitos outros testes, como simular a vibração do lançamento e as mudanças de temperatura no espaço. O objetivo é tentar o primeiro voo real partindo da base de Alcântara, no Maranhão, ainda em 2026. Mas essa data ainda dependa do sucesso nos próximos desafios.
O projeto é de um grupo de empresas brasileiras, liderado pelo Laboratório Cenic. E conta com dinheiro do governo federal, repassado por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI).
(Essa matéria usou informações de Folha de S. Paulo.)
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