Na segunda-feira de ontem (09), um caso chamou a atenção das pessoas: um casal passou mal após nadar na piscina de uma academia na cidade de São Paulo. O mal-estar ocorreu quase que instantaneamente e acendeu um alerta em quem pratica natação: as vítimas tiveram intoxicação por cloro? A seguir, confira detalhes sobre o caso e entenda se o cloro da piscina pode ser fatal.
Casal passa mal após nadar numa piscina: entenda o caso
Recentemente, um casal e um adolescente foram internados após nadar na piscina da academia C4 Gym, localizada na zona leste da cidade de São Paulo. Por sua natureza incomum, o caso chamou a atenção do público.
Segundo os relatos cedidos à polícia, o casal começou a passar mal logo após entrar na piscina, relatando que a água detinha um gosto e cheiro estranho.
Pouco tempo depois, foram socorridos e levados ao hospital. A mulher, contudo, não resistiu e veio a óbito. O marido e um adolescente permanecem internados.
A perícia foi ao local e coletou amostras de diferentes ambientes, como da água. No momento da análise, contudo, não foram detectados gases tóxicos.
Os especialistas suspeitam que o quadro de intoxicação foi desencadeado pela mistura de diferentes produtos de limpeza para higienizar a piscina, o que pode ter provocado uma reação química que libera gases perigosos.
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Já falamos nessa matéria que a mistura de diferentes produtos de limpeza pode liberar gases corrosivos, principalmente quando falamos de agentes como cloro, amônia e álcool. Esses gases podem afetar os pulmões, ocasionar queimaduras, desencadear alergias e, em casos graves, levar à morte.
A limpeza de uma piscina é realizada com cloro, uma substância desinfetante capaz de eliminar bactérias, vírus e outros microrganismos causadores de doenças. Essa desinfecção é necessária para tornar a água própria para o contato com a pele e garantir que ela esteja clara e não escura ou turva.
Contudo, há inúmeras regras para garantir que a limpeza seja efetivada de forma a não prejudicar os alunos de natação.
Por exemplo, o cloro, reguladores de pH, clarificantes e outros produtos devem ser adicionados um de cada vez e não podem ser misturados com outros agentes de limpeza. Além disso, a quantidade necessária de cada um é calculada mediante dados coletados da piscina, essenciais para analisar detalhes como cor, presença de fungos, nível de pH, e muito mais.
O manuseio incorreto desses produtos (por quantidade ou misturas inadequadas) pode prejudicar seriamente o corpo humano, especialmente se os níveis de cloro estiverem acima do que é recomendado.
Dentre as consequências, é possível citar:
Reações alérgicas;
Mucosas irritadas (como nariz, boca e olhos);
Queimaduras na pele e nas mucosas;
Comprometimento das vias respiratórias;
Intoxicação severa; e
Edema pulmonar.
A complicação aguda desses quadros podem, ainda, levar o paciente a óbito.
Para garantir a segurança dos alunos, ainda é recomendado que o profissional que realiza a limpeza verifique quanto tempo os produtos devem agir até que alguém possa entrar na piscina. Um dos métodos utilizados é recolher amostras da água e testá-la para garantir que o nível de cloro está dentro dos parâmetros aceitos, prevenindo expor alguém a um ambiente perigoso.
O uso do cloro, quando corretamente calculado, diluído e manuseado por profissionais capacitados, é seguro e essencial para impedir a proliferação de microrganismos causadores de doenças. Ele se torna perigoso quando é adulterado, misturado a outras substâncias incompatíveis ou utilizado de forma inadequada, especialmente em situações em que a piscina é liberada sem que a água tenha sido corretamente testada.
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