O Google anunciou uma atualização do Gemini 3 Deep Think, modelo de raciocínio voltado a tarefas avançadas em ciência, pesquisa e engenharia. Agora, a IA fica ainda mais inteligente em ciências exatas, como matemática, química e física.
Segundo a empresa, a nova versão foi desenvolvida em colaboração com cientistas e pesquisadores, com foco em desafios que não possuem respostas únicas ou conjuntos de dados organizados – cenário comum em investigações científicas e projetos de engenharia de ponta. A proposta é aplicar raciocínio avançado em cenários práticos, indo além das fórmulas e da teoria.
O Google afirma que o Gemini 3 Deep Think atualizado atingiu novos marcos em avaliações consideradas rigorosas dentro da comunidade de IA. Entre os resultados divulgados estão 48,4% no chamado “Último Exame da Humanidade”, teste criado para medir os limites de modelos avançados sem uso de ferramentas auxiliares.
O modelo também teria alcançado 84,6% no ARC-AGI-2, benchmark voltado à avaliação de raciocínio geral. Outro destaque mencionado pela big tech é o desempenho equivalente à medalha de ouro na Olimpíada Internacional de Matemática de 2025.
No campo científico, o Google afirma que o Deep Think apresentou resultados de nível medalha de ouro nas provas escritas das Olimpíadas Internacionais de Física e Química de 2025. O modelo também teria obtido 50,5% no CMT-Benchmark, voltado a problemas de física teórica avançada.
Foco em aplicações práticas
Além de competições e benchmarks acadêmicos, o Google posiciona o Deep Think como ferramenta para acelerar pesquisas e projetos no mundo real. De acordo com a empresa, o sistema pode auxiliar na interpretação de dados complexos e na modelagem de sistemas físicos por meio de código, ampliando sua utilidade para equipes técnicas.
A nova versão já está disponível para assinantes do plano Google AI Ultra no aplicativo Gemini. Pela primeira vez, também poderá ser acessado por meio da API Gemini por pesquisadores, engenheiros e empresas selecionados.
A abertura do acesso via API marca uma mudança estratégica. O modelo estava, até então, restrito ao ambiente do aplicativo Gemini. Agora, ele pode ser integrado a fluxos de trabalho externos. Os interessados em usar essa modalidade devem se inscrever para participar de um programa de acesso antecipado (neste link).
Com a atualização, o Google reforça a disputa no segmento de modelos avançados de raciocínio, área que vem se tornando central na corrida por aplicações mais sofisticadas de inteligência artificial.
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