O governo dos Estados Unidos ordenou que o seu maior navio de guerra, o USS Gerald R. Ford, saia do Mar do Caribe e siga para o Oriente Médio, revelou o The New York Times. O objetivo é que ele se junte a outro porta-aviões que já está na região para reforçar a presença americana no Golfo Pérsico. Essa movimentação faz parte de uma estratégia do presidente Donald Trump para pressionar o governo do Irã.
Antes dessa nova missão, o navio estava posicionado perto da Venezuela, onde participou da operação que capturou o presidente do país, Nicolás Maduro, em janeiro. Agora, com dois grupos de navios operando juntos, os Estados Unidos querem forçar os líderes iranianos a negociar novas regras para seus programas de armas e mísseis. O governo americano usa essa força militar para mostrar que espera resultados rápidos na diplomacia.
EUA usam tecnologia para vigiar e controlar o Golfo Pérsico
O USS Gerald R. Ford é o navio mais moderno da Marinha americana e funciona como uma base aérea flutuante movida a energia nuclear. Ele utiliza um sistema avançado para lançar aviões e tem capacidade para carregar até 90 aeronaves, entre caças e helicópteros.
O porta-aviões não viaja sozinho. Ele é protegido por um grupo de navios menores equipados com radares e mísseis para defesa contra ataques aéreos ou submarinos.
Essa demonstração de poder ocorre porque Trump estabeleceu um prazo de um mês para que o Irã aceite um novo acordo. Ele afirmou que, se as negociações não avançarem nesse período, as consequências para o país serão graves.
Embora existam conversas diplomáticas acontecendo por meio de mediadores, a chegada deste segundo grande navio reforça que a opção militar ainda está sendo considerada pelo governo dos EUA.
A região enfrenta instabilidade desde os confrontos diretos entre Israel e Irã, ocorridos em 2025. Naquela época, ataques aéreos atingiram as defesas iranianas, mas o país ainda mantém muitos mísseis e um exército de aproximadamente 800 mil homens.
A presença dos navios americanos também serve para vigiar grupos aliados do Irã, como o Hezbollah, enfraquecidos em conflitos recentes.
Um dos maiores riscos dessa tensão é o fechamento do Estreito de Ormuz, canal por onde passa 20% do petróleo mundial. O Irã ameaça bloquear essa passagem caso seja atacado, o que causaria impacto imediato na economia global e no preço dos combustíveis.
Além disso, países vizinhos temem que o aumento da presença militar americana na região possa acabar provocando uma guerra regional de grandes proporções.
Por causa dessa nova ordem, os marinheiros que estão no navio terão que esperar mais tempo para voltar para casa. A previsão de retorno aos Estados Unidos mudou de março para maio, o que também adia reformas importantes pelas quais o navio passaria num estaleiro na Virgínia.
(Essa matéria também usou informações de CBS, CNN, Euronews, G1 e Reuters.)
O post Como o maior porta-aviões do mundo ajuda os EUA a pressionar o Irã apareceu primeiro em Olhar Digital.






