A União Europeia (UE) abriu uma nova investigação contra o Google. O bloco econômico suspeita que a empresa dos EUA manipule preços para anúncios aparecerem em pesquisas, revelou a Bloomberg nesta semana. O governo europeu acredita que a companhia possa estar aumentando os preços de propósito nos leilões de propaganda. Isso faria com que anunciantes pagassem mais caro do que deveriam por espaços na Busca do Google.
Essa investigação foi detalhada numa carta enviada a empresas do setor em 9 de fevereiro. Nela, reguladores explicam que essa prática pode violar as leis de concorrência.
Caso a irregularidade seja confirmada, o Google corre o risco de pagar multa de até 10% do seu faturamento global anual. Atualmente, a empresa acumula um histórico de 9,5 bilhões de euros (R$ 58,65 bilhões) em multas aplicadas pela UE por outras questões mercadológicas.
Google está sob pressão por conta de novas regras digitais e processos em outros países
A investigação atual ainda está em fase inicial e pode ser anunciada oficialmente em breve pela Comissária de Competição da Europa, Teresa Ribera.
Além desse caso novo sobre os preços dos anúncios, o Google recebeu recentemente um prazo de seis meses para: 1) permitir que outros modelos de inteligência artificial (IA) funcionem no sistema Android; e 2) compartilhar dados com buscadores de empresas concorrentes.
A big tech também é vigiada por supostamente favorecer seus próprios serviços dentro da sua Busca. E por impedir que donos de aplicativos mostrem ofertas fora da Play Store, a loja de aplicativos do Android.
Problemas parecidos já surgiram nos Estados Unidos. Por lá, o governo tentou obrigar o Google a vender o navegador Chrome, mas um juiz decidiu contra essa medida. Na Europa, as autoridades também investigam se a empresa tem prejudicado a exibição de certos resultados de notícias de forma injusta.
Até o momento, tanto a Comissão Europeia quanto o Google preferiram não comentar publicamente sobre a nova suspeita relacionada aos custos de publicidade.
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