Bem longe dos sítios arqueológicos mais frequentados por turistas no Peru, fica uma cidadela com meio milênio a mais do que Machu Picchu e que vem sendo anunciada como uma alternativa ao que se encontra na região de Cusco. Trata-se de Kuélap, que alguns mais marketeiros vendem como a “Machu Picchu do Norte” e que só agora começa a receber atenção fora do país.
Se a Machu Picchu verdadeira é um recinto que vive sob a ameaça do overtourism, recebendo mais de 1,5 milhão de pessoas por ano, Kuélap ainda garante um aspecto de local relativamente intocado. Em 2025, essas ruínas a 3 mil metros de altitude e com um passado bastante misterioso receberam uma média de apenas 250 pessoas diariamente (um número que sequer chega a 100 mil por ano).
Mas a situação pode mudar no futuro próximo: cada vez mais citada em guias das maravilhas secretas do Peru, a localidade também ganhou, em 2017, um teleférico que facilitou bastante o trecho final até a cidadela, que fica em uma elevação mais alta do que a própria Machu Picchu.
A história de Kuélap
Anterior aos incas, Kuélap tem um passado mais misterioso do que as cidadelas construídas por eles. Estima-se que o lugar tenha sido erguido em algum momento dos anos 800, uma obra da cultura conhecida como cachapoya – um nome dado só mais tarde, e justamente pelos incas, ao povo da área.
Kuélap fica a 3 mil metros de altitude, em um morro que favorecia a defesa dos habitantesBluesyPete/Wikimedia Commons
Séculos depois da construção de Kuélap, a zona seria enfim conquistada e incorporada ao Império Inca. Hoje, Cachapoyas também é o nome de uma das cidades pelas quais o viajante precisa passar no caminho até as ruínas.
Kuélap é o mais famoso recinto dos cachapoya a sobreviver até os nossos dias, e parecia ser um local importante para essa civilização: além de edifícios de caráter religioso e governamental, havia setores para moradia (estudiosos acreditam que ao menos 3 mil pessoas moravam de forma permanente no local), e vários elementos capazes de garantir a defesa da comunidade ante invasores externos.
Além da própria situação privilegiada, no topo do morro, a cidadela é protegida por muralhas que em alguns pontos chegam a 20 metros de altura.
Muralhas defensivas de Kuélap chegam a 20 metros de alturaBluesyPete/Wikimedia Commons
Redescoberta na metade do século 19, Kuélap ainda seguiu pouco visitada até bem recentemente, devido à dificuldade de acesso na comparação com outros lugares mais famosos, como a própria Machu Picchu. Por isso, os atrativos da área também são pouco desenvolvidos para o turismo massivo, mas merecem uma atenção de quem aprecia história e arqueologia.
Um dos destaques da região é o Museo Leymebamba, que concentra o maior número de artefatos cachapoyas encontrados na zona um dia dominada por eles, conhecida como Vale do Utcubamba.
Como visitar
A viagem até Kuélap exige uma certa aventura e bastante planejamento, em função das distâncias. Partindo de Lima, o caminho mais rápido envolve pegar um voo doméstico até a cidade de Jaén, localizada cerca de 750 km ao norte da capital. De lá, é preciso seguir por terra até Cachapoyas, a cerca de 200 km, um caminho que pode ser percorrido de carro ou de ônibus.
Cachapoyas costuma ser a base para uma viagem até Kuélap, e o local onde muitos visitantes escolhem se hospedar. Mas, para ver as ruínas, ainda há um trecho final: é preciso seguir outros 35 km rumo ao interior até a localidade de Nuevo Tingo, que fica na base das ruínas.
Inaugurado em 2017, teleférico de Kuélap facilitou o acessoTelecabinas Kuélap/Divulgação
Ali, finalmente, o visitante encontra a principal inovação dos últimos anos para facilitar as visitas à cidadela: um teleférico que leva para o topo do morro em cerca de 20 minutos. Antes, era preciso percorrer o trecho a pé, algo que podia levar até 4 horas, ou em micro-ônibus, algo que também exigia circular em estradas sinuosas e tardar até 2 horas. Importante levar protetor solar, casaco e capa de chuva porque o clima pode variar bastante.
Para facilitar esse deslocamento todo, é uma boa ideia contratar um tour especializado em alguma das cidades da região – várias empresas oferecem o serviço em Cachapoyas mesmo. Para quem quer ir por conta própria, é bom ter atenção às regras do teleférico, que opera de terça a domingo, das 8h às 16h30, com embarques a cada 10 minutos em média. O preço é de 26,50 soles (cerca de R$ 45) em cada direção. Mais informações no site.
Como evitar o mal de altitude
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