Conforme noticiado pelo Olhar Digital, um eclipse solar anular promete transformar o céu de uma das regiões mais isoladas do planeta nesta terça-feira (17). No auge do evento, um “Anel de Fogo” será visível sobre a Antártida, quando a Lua estará cobrindo exatamente o centro do Sol, formando um círculo luminoso ao redor do disco lunar.
Esse fenômeno é chamado de “eclipse solar anular” e acontece durante a Lua Nova, quando ela se posiciona exatamente entre a Terra e o Sol. Como sua órbita ao redor do planeta não é perfeitamente circular, mas levemente alongada, há momentos em que ela está mais próxima e outros mais distante. Quando está mais afastada, a Lua parece um pouco menor no céu, razão pela qual não consegue encobrir o Sol por inteiro, deixando uma borda brilhante visível ao seu redor – cria o chamado “Anel de Fogo”.
Em um eclipse solar anular, é formado um “Anel de Fogo” no céu. Crédito: IgorZh – Shutterstock
Pouquíssimas pessoas devem observar o evento presencialmente. Pesquisadores que trabalham em bases científicas no interior da Antártida, como a Estação Concordia, estarão entre os privilegiados. Mas a maioria da plateia, na verdade, será formada por animais (especialmente, pinguins).
Embora a anularidade – fase em que o “Anel de Fogo” aparece – possa ser vista apenas na Antártida, o eclipse será parcialmente será observado em outras regiões do planeta, como o sul da África, o extremo sul da América do Sul e áreas dos oceanos Pacífico, Atlântico e Índico, onde a Lua encobrirá apenas uma parte do disco solar.
Eclipse parcial (primeiro contato)
O eclipse começa às 6h56 da manhã (horário de Brasília), quando a Lua tocará pela primeira vez a borda do Sol. Esse instante é chamado de “primeiro contato”. A partir daí, o disco lunar avança lentamente sobre a superfície solar. O movimento ocorre da esquerda para a direita para quem estiver na região de visibilidade.
Com o passar do tempo, a Lua cobre uma parte cada vez maior do Sol. A estrela passa a ter o formato de um crescente brilhante. À medida que a anularidade se aproxima, essa faixa iluminada fica cada vez mais fina. A paisagem gelada da Antártida ganhará uma luz incomum.
Quando a Lua encosta na borda do Sol, ocorre o chamado primeiro contato. Crédito: Vítor R. Ruiz – Flickr – Creative Commons
Mesmo nessa fase inicial, é fundamental proteger os olhos. Nunca se deve olhar diretamente para o Sol sem proteção adequada. Óculos específicos para eclipse ou filtros solares certificados são indispensáveis. A observação sem cuidado pode causar danos permanentes à visão.
A anularidade começa (segundo contato)
A fase mais aguardada tem início quando a Lua se encaixa completamente dentro do disco solar. Esse momento é chamado de “segundo contato”. É quando começa a anularidade propriamente dita. A partir daí, forma-se o famoso anel luminoso ao redor da Lua.
Na Estação Concordia, a anularidade deve durar pouco mais de dois minutos. Durante esse curto intervalo, quase todo o Sol ficará encoberto. Restará apenas sua borda externa, que brilhará como um círculo dourado no céu. A claridade diminui, mas não chega a escurecer totalmente.
Quando a Lua se encaixa no Sol, esse momento é chamado de “segundo contato”. Crédito: kabzarchyk – Shutterstock
Ponto máximo do eclipse
O ápice do fenômeno acontece quando a Lua atinge o centro do disco solar na perspectiva do observador. Nesse instante, o anel de luz aparece mais simétrico. É o chamado ponto máximo do eclipse, quando um círculo dourado perfeito é desenhado no céu.
Mudanças na luminosidade e na temperatura podem ser registradas. Para quem acompanha a partir de bases científicas, o momento também é oportunidade de pesquisa. Eclipses ajudam cientistas a estudar a atmosfera solar e os efeitos da radiação na Terra.
Auge do eclipse solar anular, formando um “Anel de Fogo” no céu. Crédito: Darkfoxelixir – Shutterstock
Eclipse parcial (terceiro e quarto contatos)
A anularidade termina quando a Lua começa a deixar o centro do Sol. Esse instante recebe o nome de “terceiro contato”. O anel dourado se rompe, dando lugar novamente a um Sol em formato de crescente. Inicia-se, então, a fase final do eclipse parcial.
Gradualmente, a Lua se afasta do disco solar. A parte iluminada cresce até que o Sol recupere seu formato circular completo. O encerramento ocorre no chamado “quarto contato”, quando o último fragmento da Lua deixa de tocar a borda solar, às 11h27.
Depois, o Sol retoma sua forma circular, e a luminosidade habitual domina novamente o céu antártico. O espetáculo chega ao fim poucos minutos depois de ter atingido seu auge, deixando registros científicos valiosos e imagens raras de um dos locais mais extremos do planeta.
Horários de cada fase:
Início do eclipse parcial: 6h56
Início da anularidade: 8h42
Eclipse máximo: 9h12
Fim da anularidade: 9h41
Fim do eclipse parcial: 11h27
Com informações do Time And Date e Starwalk
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