Exoesqueletos estão se tornando um ponto de foco nas principais feiras de ciência e tecnologia. A CES não ficou de fora e recebeu alguns deles, mas hoje vamos focar em um que chamou a atenção pela proposta ousada.
O modelo Wim S, da WIRobotics, vendido por cerca de US$ 2 mil. A proposta é reduzir em até 20% o esforço físico durante a caminhada. Em vez de uma estrutura rígida nas costas, o sistema concentra motores e bateria na parte frontal do corpo, com encaixe em um cinto acolchoado e tiras presas às pernas, que lembra uma pochete. As informações são do portal The Verge.
Como funciona o exoesqueleto portátil?
O Wim S pertence a uma nova categoria de exoesqueletos pessoais voltados para mobilidade urbana, trilhas e reabilitação. Esses dispositivos não prometem superforça nem supervelocidade. O objetivo é diminuir a fadiga muscular e permitir que o usuário caminhe por mais tempo com menor sensação de cansaço acumulado ao longo do dia.
Na prática, sensores identificam o movimento das pernas e acionam pequenos motores que auxiliam o balanço natural do passo. O impulso é sutil, mas constante, ajudando a manter ritmo em deslocamentos prolongados.
Entre os principais pontos do exoesqueleto portátil, destacam-se:
Peso aproximado de 1,6 kg, facilitando transporte na mochila
Design compacto que permite colocar e remover rapidamente
Recarga via USB-C com suporte a power bank
Assistência ativa ao movimento das pernas
Foco em mobilidade pessoal e uso cotidiano
Autonomia, conforto e limitações
Um dos maiores avanços em relação a modelos anteriores está no conforto. A ausência de uma barra traseira elimina a pressão na região lombar ao sentar ou trabalhar com notebook. O formato frontal facilita o uso em lugares onde é necessário sentar, algo que costuma ser um desafio em exoesqueletos maiores.
Apesar das vantagens, a autonomia ainda é um ponto crítico. A bateria tem autonomia de cerca de 5Km, além disso, desliga abruptamente. A perda repentina de assistência deixa claro o quanto o usuário passa a depender do suporte motorizado ao longo do dia.
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A popularização de exoesqueletos pessoais indica uma tendência crescente no mercado de tecnologia vestível. Equipamentos como o Wim S mostram que a robótica aplicada à mobilidade já começa a sair dos laboratórios e ganhar espaço em ambientes reais, ampliando o debate sobre o futuro da locomoção assistida.
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