Venda de celulares bate recorde na América Latina em 2025

O mercado de celulares na América Latina nunca esteve tão movimentado. Em 2025, a região bateu um recorde histórico e atingiu a marca de 140,5 milhões de smartphones enviados às lojas. O salto de 12% nas vendas apenas no último trimestre garantiu esse resultado inédito.

Segundo um relatório da consultoria Omdia, divulgado recentemente, o Brasil foi um dos grandes motores desse crescimento, puxado pela chegada de novas marcas e pelo aumento do interesse do consumidor.

Quem dominou o mercado?

Mesmo com a concorrência aumentando, a Samsung continuou dona do primeiro lugar. A fabricante sul-coreana vendeu 46,9 milhões de aparelhos no ano. Na prática, esse sucesso foi sustentado pelos seus modelos mais básicos e acessíveis, que caíram no gosto de quem precisa de um celular novo, mas não quer gastar muito.

Samsung mantém liderança isolada com 33% de participação. O destaque vai para a HONOR, que registrou salto de 48% e divide com a sul-coreana o marco de crescimento contínuo desde o início de 2024. Imagem: Omdia / Reprodução

Logo atrás vem a Xiaomi, garantindo a segunda posição com 24,6 milhões de celulares vendidos. A receita da marca chinesa foi equilibrar modelos bem baratos com aparelhos intermediários que entregam um desempenho rápido por um preço justo.

A Motorola ficou em terceiro lugar. Embora tenha vendido um pouco menos no acumulado do ano, a empresa conseguiu frear as quedas de vendas nos últimos meses de 2025. O grande destaque, porém, vai para a HONOR. A marca foi a que mais cresceu na região nos últimos três anos e já assumiu o quarto lugar no ranking latino-americano.

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O ano começou devagar. Havia uma preocupação com a economia e o receio de que novos impostos pudessem encarecer os aparelhos. No entanto, do meio do ano para frente, a confiança do consumidor voltou a subir.

Além disso, um detalhe nos bastidores da tecnologia ajudou a encher as prateleiras das lojas. O custo para fabricar componentes cruciais, como a memória dos celulares, começou a dar sinais de que vai subir.

“O mercado latino-americano teve um comportamento atípico em 2025”, explica Miguel Ángel Pérez, analista sênior da Omdia. Segundo ele, o medo de que as peças ficassem mais caras fez as empresas se anteciparem. “Isso pode ter encorajado as fabricantes a acelerar o envio de produtos aos estoques mantendo os preços atuais, o que contribuiu para o crescimento no fim do ano”, conclui.

O Brasil refletiu muito bem essa agitação com a chegada oficial de marcas como HONOR, OPPO e vivo (a fabricante de celulares que por aqui se chama JOVI). Outros países, como Equador e os da América Central, também bateram recordes de vendas graças à retomada econômica. A exceção foi o México, o segundo maior mercado da região, que registrou uma leve queda.

No Brasil, a Samsung reina absoluta com 40% do mercado, seguida pela Motorola (24%) e Xiaomi (16%). O gráfico também mostra uma surpresa na Colômbia, único país onde a Xiaomi desbancou a gigante sul-coreana. Imagem: Omdia / Reprodução

O que esperar para 2026

Para o próximo ano, a previsão é de um cenário mais apertado para as fabricantes. Com as peças dos celulares ficando mais caras, as marcas vão precisar manobrar muito bem seus estoques para não repassar preços absurdos para o consumidor final.

Em outras palavras, a briga entre as empresas vai se concentrar naquilo que realmente faz a diferença no nosso uso diário. Para convencer você a trocar de smartphone em 2026, as marcas devem apostar alto em:

Câmeras com melhor qualidade para fotos e vídeos;

Baterias que realmente durem o dia todo;

Telas mais nítidas e brilhantes;

Suporte à rede 5G e carregamento ultrarrápido.

Quem conseguir entregar esse pacote completo sem cobrar uma fortuna sairá na frente no coração (e no bolso) dos brasileiros.

A tabela confirma o domínio da Samsung, que enviou quase 47 milhões de celulares à América Latina em 2025. O destaque de crescimento absoluto fica com a HONOR (alta de 48%), enquanto a fabricante chinesa TRANSSION enfrentou o cenário mais difícil, com recuo de 30%. Imagem: Omdia / Reprodução

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