A influenciadora Gabriela Pugliesi, de 40 anos, contou aos seguidores por que decidiu interromper o período em que foi vegetariana — e também vegana — ao longo da vida. Segundo ela, a maternidade transformou completamente sua relação com a alimentação.
Em relato publicado nas redes sociais, Gabriela explicou que sua escolha anterior nunca esteve ligada a tendências ou estética. “Eu fui vegetariana por alguns anos, fui vegana já, e nunca foi por moda, nunca foi por estética, nunca foi por nada, a não ser que esse tipo de alimentação, naquele momento da vida, fazia sentido para mim”, afirmou.
Gravidez mudou a rotina alimentar
A mudança começou ainda na gestação do primeiro filho, Leon, em 2022. Ela relata que passou a sentir uma necessidade intensa de proteína animal.
“Logo quando descobri que eu estava grávida, o meu corpo começou a pedir proteína animal de um jeito que não é vontade, é uma necessidade. Quem já engravidou sabe muito bem disso, o corpo grita, ele te aponta o que ele precisa”, contou.
Na época, o desejo foi especificamente por peixe. “E eu nem gostava de atum, muito menos em conserva. Então pensei o quê? Essa é a minha verdade agora.”
Já na segunda gravidez, do filho Massimo, nascido em fevereiro de 2024, o impulso foi ainda mais marcante. “Desde o momento em que descobri que estava grávida do Massimo, eu só conseguia comer carne quase crua. Tinha que ser mal passada. Era a única coisa que eu conseguia engolir. Nada descia, eu só pensava em carpaccio, em bife sangrando, uma coisa louca, em carne”, revelou.
“Como é que eu vivia sem carne?”
Após o período gestacional, Gabriela afirma que manteve o consumo de carne na rotina. “E eu não parei de comer carne até hoje. Sinceramente, hoje, eu falo: como é que eu vivia sem carne? Todos esses anos, desde que eu voltei a me alimentar comendo de tudo, só que de uma forma equilibrada, minha vida mudou, gente.”
A influenciadora também criticou a rigidez em torno de rótulos alimentares. “Muitas vezes a gente fica refém de uma prisão, ou de um rótulo, ou de dogmas que a gente mesma que se colocou lá. E são só títulos, gente, necessidade de pertencer a algum grupo, quando, na verdade, só o que importa é o que faz sentido para você.”
O corpo realmente “pede” carne?
Durante a gestação, a demanda por proteína realmente aumenta e isso é fisiológico. “A proteína é essencial para a formação da placenta, do bebê, dos tecidos maternos, do aumento do volume sanguíneo e da produção de hormônios. Por isso, muitas mulheres relatam uma sensação de necessidade por alimentos proteicos, não é apenas desejo, é o corpo sinalizando uma maior exigência nutricional”, diz a nutricionista Amanda Figueiredo, pós-graduada em Saúde da Mulher e Reprodução Humana pela PUC.
Quando a ingestão proteica não está adequada, o organismo tenta compensar essas lacunas por meio de sinais intensos, como aversões ou desejos alimentares específicos.
“Mas, é importante destacar que a proteína não precisa vir exclusivamente de fontes animais. Leguminosas como feijão, lentilha, grão-de-bico, ervilha, soja e derivados conseguem suprir as necessidades quando há planejamento nutricional adequado”, conta.
Em dietas vegetarianas e veganas, o acompanhamento profissional com uma nutricionista especialista em gestantes é ainda mais essencial para garantir proteína e também o aporte de ferro, vitamina B12, zinco, colina e ômega-3. Afinal, em alguns casos, a alimentação sozinha não é suficiente, e a suplementação de proteína ou de micronutrientes específicos pode ser indicada com segurança, sempre baseada em exames e avaliação clínica.
Resumo:
Gabriela Pugliesi contou que voltou a comer carne durante a gravidez após sentir forte desejo por proteína animal. Ela afirma que manteve o hábito após o parto e diz que deixou de se prender a rótulos alimentares. Mudanças no apetite são comuns na gestação, mas devem ser acompanhadas com orientação adequada.
Matéria publicada originalmente na Contigo!
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