Novo imposto sobre importados não afeta preço de celulares produzidos no Brasil

No início de fevereiro, o Governo Brasileiro anunciou o aumento de impostos sobre produtos importados, como celulares. Apesar de a medida influenciar diretamente no preço de smartphones estrangeiros, não impacta dispositivos produzidos (ou montados) no país, como os das marcas Apple, Samsung e Motorola.

O aumento das tarifas foi justificado como uma forma de incentivar diretamente a competição da indústria nacional. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), 95% dos smartphones comprados no Brasil em 2025 foram produzidos em território nacional, enquanto apenas 5% são frutos de importação.

De acordo com o G1, o Ministério da Fazenda informou que a taxa também será zerada no caso de componentes que a indústria utiliza, mas que não são produzidos no país (quando não houver similares).

Para quem tem pressa:

O governo aumentou a taxa cobrada de produtos importados, porém, essa medida não deve impactar celulares produzidos ou montados no Brasil;

Marcas como Apple, Samsung e Motorola montam smartphones no país e estes produtos seguem com taxa de importação zero;

A marca Xiaomi, contudo, deve sofrer uma mudança nos preços dos celulares.

Medida não deve afetar as principais marcas no país

A princípio, celulares da Xiaomi devem sofrer um aumento de preço pelas novas tarifas, pois os smartphones não são montados no Brasil (Imagem: Divulgação/Xiaomi)

Na indústria de telefonia, as principais marcas consistem em Samsung, Motorola e Apple, mas o preço de seus smartphones não será afetado. Isso porque, embora as peças venham do exterior, o aparelho é montado inteiramente no Brasil, consoante à explicação de Eduardo Tude, presidente da Teleco.

No caso da Apple, a marca não tem fábrica em solo brasileiro, contudo, conta com uma representante no interior do estado de São Paulo: a Foxconn, a qual é a responsável por montar todos os iPhones vendidos por aqui.

Uma das marcas importadas mais conhecidas e usadas pelo brasileiro é a chinesa Xiaomi: ela não monta nem fabrica os celulares no Brasil. Então, pelo menos em tese, seus aparelhos podem sofrer uma alta de preço.

Veja as marcas de dispositivos que podem ou não ser afetados:

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Sobre a justificativa do Governo Federal por trás da alta nas taxas de importação

Produtos montados no Brasil, como smartphones da Apple, não devem sofrer com a taxa (Imagem: Framesira/Shutterstock)

O governo afirma que a medida tem como objetivo equilibrar os preços entre produtos nacionais e importados. Conforme a nota técnica do Ministério da Fazenda, o setor de eletrônicos brasileiro ainda depende significativamente de fornecedores estrangeiros.

O documento revela que a China é responsável por 46% das importações desses itens, enquanto o Vietnã se estabeleceu como a segunda maior fonte, respondendo por 7,9% das importações.

O Ministério da Fazenda projeta que a elevação da alíquota de importação sobre mais de mil produtos deve gerar um incremento de R$ 14 bilhões na arrecadação ao longo deste ano.

O ajuste nas tarifas também contribui para que o governo federal atinja a meta de superávit fiscal em 2026. Desde o início de seu terceiro mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotou uma série de aumentos de impostos visando restaurar o equilíbrio das contas públicas.

Lista de produtos afetados pelas taxas

Telefones inteligentes (smartphones não montados no Brasil);

Torres e pórticos;

Reatores nucleares;

Caldeiras;

Geradores de gás de ar;

Turbinas para embarcações;

Motores para aviação;

Bombas para distribuição de combustíveis ou lubrificantes;

Fornos industriais;

Congeladores (freezers);

Centrifugadores para laboratórios de análises, ensaios ou pesquisas científicas;

Máquinas e aparelhos para encher, fechar, arrolhar, capsular ou rotular garrafas;

Empilhadeiras;

Robôs industriais;

Máquinas de comprimir ou de compactar;

Distribuidores de adubos (fertilizantes);

Máquinas e aparelhos para as indústrias de panificação, açúcar e cervejeira;

Máquinas para fabricação de sacos ou de envelopes;

Máquinas e aparelhos de impressão;

Cartuchos de tinta;

Descaroçadeiras e deslintadeiras de algodão;

Máquinas para fiação de matérias têxteis;

Máquinas e aparelhos para fabricar ou consertar calçado;

Martelos;

Circuitos impressos com componentes elétricos ou eletrônicos, montados;

Máquinas de cortar o cabelo;

Painéis indicadores com LCD ou LED;

Controladores de edição;

Tratores;

Transatlânticos, barcos de excursão e embarcações semelhantes;

Plataformas de perfuração ou de exploração, flutuantes ou submersíveis;

Navios de guerra;

Câmeras fotográficas para fotografia submarina ou aérea, para exame médico de órgãos internos ou para laboratórios de medicina legal ou de investigação judicial;

Aparelhos de diagnóstico de imagem por ressonância magnética;

Aparelhos dentários;

Aparelhos de tomografia computadorizada.

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