A formação de um ciclone subtropical no Atlântico Sul, próximo à costa do Sudeste do Brasil, acendeu o alerta para uma sequência de chuvas intensas de até seis dias. O fenômeno deve gerar acumulados que podem se aproximar ou ultrapassar 200 mm em regiões do país, aumentando o risco de alagamentos, enchentes e deslizamentos de terra, principalmente na faixa leste do território, segundo o Meteored.
O sistema atmosférico deve intensificar a instabilidade ao longo da semana, com deslocamento previsto entre sexta-feira (27) e sábado (28). Após passar pelo continente, o ciclone tende a retornar para o oceano, mas mantendo condições de tempo severo em áreas de São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Goiás e Tocantins. Esses estados concentram os maiores acumulados de chuva previstos, com marcas próximas ou superiores a 200 mm em poucos dias.
O que é um ciclone subtropical e quais os impactos esperados?
Ciclones são sistemas de baixa pressão que se dividem em três tipos: tropicais, extratropicais e subtropicais. Os subtropicais apresentam características híbridas, com núcleo quente próximo à superfície e ar frio em níveis mais altos da atmosfera. Diferente dos ciclones tropicais, eles não possuem frente fria associada e, sob determinadas condições, podem evoluir para sistemas tropicais completos.
De acordo com o Meteored, a área de baixa pressão responsável pelo novo ciclone vai ganhar características híbridas nos próximos dias, espalhando instabilidade por diversas regiões do país. Entre 26 de fevereiro e 3 de março, modelos meteorológicos indicam que a chuva ficará acima da média climatológica em estados das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, com volumes concentrados principalmente nos cinco estados de maior risco.
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Além do alto volume de chuva, o ciclone pode provocar tempestades com granizo, rajadas de vento acima de 70 km/h, quedas de árvores e danos à rede elétrica. Os ventos mais fortes devem ocorrer principalmente entre sexta e sábado, afetando áreas do Sudeste e Centro-Oeste. Autoridades locais monitoram o fenômeno para emitir alertas de risco e orientar a população sobre medidas de segurança, considerando o potencial de alagamentos e deslizamentos em regiões urbanas e rurais.
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