A Xiaomi iniciou a Mobile World Congress (MWC) 2026 – feira voltada para aparelhos eletrônicos – com a apresentação global da série Xiaomi 17, sua nova linha de smartphones premium. A empresa é, atualmente, a terceira maior fabricante de celulares no mundo, atrás apenas da Apple e Samsung.
O lançamento global vem em um momento delicado para o setor: a disparada no preço dos chips de memória tem feito empresas aumentarem o valor dos smartphones.
A Xiaomi, no entanto, resistiu. Os dois modelos da nova linha mantêm os preços praticados na geração anterior. O Xiaomi 17 de entrada chegará ao mercado europeu a partir de 999 euros, cerca de R$ 6.060. Já o 17 Ultra sai por a partir de 1.499 euros, cerca de R$ 9.090. Os valores no Brasil ainda não foram divulgados.
A proposta dos modelos é reforçar a presença da marca no segmento premium. O Xiaomi 17 aposta em tela LTPO OLED de 6,3 polegadas, opções com 12 GB ou 16 GB de RAM, armazenamento de até 512 GB e bateria de 6.330 mAh.
Já o Xiaomi 17 Ultra concentra os principais avanços, sobretudo no conjunto de câmeras. O modelo Ultra traz um sensor principal de 50 MP, uma lente teleobjetiva de 200 MP com zoom óptico mecânico e uma câmera ultra-angular de 50 MP, além de sensor frontal também de 50 MP. A empresa destaca ainda o uso de um sensor principal de 1 polegada com tecnologia voltada para melhor desempenho em HDR e maior capacidade de captura de luz.
O aparelho conta com tela de 6,9 polegadas, armazenamento que pode chegar a 1 TB e bateria de 6.000 mAh com carregamento de até 90 W.
Ambos os dispositivos utilizam os processadores mais recentes da Qualcomm e foram inicialmente lançados na China como alguns dos primeiros Android equipados com o Snapdragon 8 Elite Gen 5.
Xiaomi segurou aumento de preços
Dados da Counterpoint Research divulgados pelo site CNBC revelaram que, no primeiro trimestre, os preços de memória subiram entre 80% e 90%, impulsionados pela escassez de chips e pela priorização do fornecimento para data centers de inteligência artificial.
A memória é um dos itens mais caros na fabricação de smartphones. Projeções apontam que os preços dos aparelhos podem subir até 13% em 2026.
Apesar do foco no segmento de luxo, a maior parte das vendas da Xiaomi ainda vem de aparelhos de gama média, faixa que pode sofrer com eventuais reajustes de preço. Analistas avaliam que fabricantes com forte presença no topo do mercado tendem a absorver melhor os custos crescentes, algo que Apple e Samsung conseguem fazer com mais facilidade.
A própria Xiaomi já sinalizou que o setor pode ser forçado a aumentar preços em 2026. Especialistas apontam que modelos intermediários e de entrada devem ser os primeiros afetados.
Além dos novos celulares, a empresa usou o MWC para anunciar uma série de outros dispositivos, como o tablet Xiaomi Pad 8, o rastreador Xiaomi Tag, o relógio inteligente Xiaomi Watch 5, os fones Redmi Buds 8 Pro, um carregador portátil magnético ultrafinoe uma nova linha de scooters elétricas.
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