Deficiência de vitamina D pode ter origem genética

Mesmo em um país ensolarado como o Brasil, a deficiência de vitamina D é mais comum do que se imagina e pode ter relação direta com fatores genéticos.

Estudos nacionais indicam que, entre adultos saudáveis, 15,3% apresentam deficiência e 50,9% insuficiência do nutriente, inclusive durante o verão, em cidades como São Paulo, Salvador e Curitiba. Uma análise integrada de pesquisas brasileiras aponta ainda que quase um terço da população pode ter níveis séricos inadequados, com prevalência maior entre idosos e em períodos de menor exposição solar.

Segundo Ricardo Di Lazzaro, médico, doutor em genética e fundador da Genera, o DNA ajuda a explicar esse cenário.

“A genética pode ser um fator determinante para entender por que algumas pessoas têm deficiência de vitamina D mesmo com exposição ao sol suficiente”, afirma. Ele explica que variantes em genes como CYP2R1 e DHCR7 podem reduzir a capacidade de síntese e ativação da vitamina, enquanto alterações no gene VDR afetam a forma como o organismo utiliza o nutriente.

Os impactos vão além dos níveis laboratoriais. A deficiência de vitamina D está associada a prejuízos à saúde óssea e muscular, maior risco de fraturas e possíveis efeitos sobre o sistema imunológico, especialmente em idosos.

“Mesmo com alta disponibilidade de luz solar, estilo de vida urbano, hábitos que limitam a exposição ao sol e a genética individual influenciam fortemente esses níveis”, destaca Ricardo.

A matéria acima foi produzida para a revista AnaMaria Digital (edição 1507, de 6 de fevereiro de 2026). Se interessou? Baixe agora mesmo seu exemplar da Revista AnaMaria nas bancas digitais: Bancah, Bebanca, Bookplay, Claro Banca, Clube de Revistas, GoRead, Hube, Oi Revistas, Revistarias, Ubook, UOL Leia+, além da Loja Kindle, da Amazon. Estamos também em bancas internacionais, como Magzter e PressReader.