A tecnologia se tornou um alvo estratégico em guerras. Pelo menos, é o que desdobramentos recentes do conflito no Oriente Médio reforçam. Ataques de drones iranianos atingiram data centers da Amazon Web Services (AWS) nos Emirados Árabes Unidos e no Bahrein no último domingo (1º). A ofensiva de Teerã ocorreu após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã no fim de semana.
Esse episódio marca uma mudança nos alvos de guerra na região. Agora, prédios de tecnologia passam a ser atacados igual bases militares, campos de petróleo e usinas de energia, segundo a edição desta semana da newsletter The Tech Download, da CNBC.
Agora governos e empresas tratam data centers como setor essencial para segurança nacional
Os data centers, prédios físicos que guardam computadores e sistemas de armazenamento de dados, ganharam importância estratégica para os países. “O Irã e seus aliados já atacaram campos de petróleo no passado, mas os ataques desta semana contra data centers nos Emirados Árabes Unidos mostram que agora eles são considerados infraestrutura crucial”, disse Patrick J. Murphy, da consultoria Hilco Global, à newsletter da CNBCl.
O governo do Irã justificou o ataque a uma unidade no Bahrein alegando que a AWS daria apoio ao exército dos EUA. Por causa dos danos, as empresas que usam esses servidores foram orientadas a mover suas operações para outras regiões do mundo para tentar recuperar os serviços que ficaram fora do ar.
Essa preocupação com a proteção legal dos dados já existe em outras partes do mundo. Os Estados Unidos, o Reino Unido e a União Europeia já classificam data centers como fundamentais, garantindo um status especial de segurança para proteger o funcionamento das nações.
Existem hoje mais de 200 data centers no Oriente Médio. Grandes empresas de tecnologia dos EUA, conhecidas como hyperscalers (provedores de serviços em nuvem em escala massiva), investiram na região, atraídos por energia e terrenos baratos. Mas agora enfrentam o risco da guerra de drones.
Scott Tindall, do escritório de advocacia Hogan Lovells, disse à newsletter que os ataques devem acelerar o uso da replicação em múltiplas regiões. Essa técnica consiste em criar cópias de segurança e espalhar os sistemas por vários lugares. A ideia é evitar que um serviço pare de funcionar caso um prédio físico seja atingido.
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