Menopausa: 5 sinais de que seu cansaço não é depressão, mas falta de hormônio

Aos 40 ou 50 anos, muitas mulheres começam a sentir um desânimo que parece não ter fim. De repente, a paciência encurta e o corpo pesa. Nesse cenário, o pensamento imediato costuma ser: “estou deprimida”. Contudo, antes de buscar um antidepressivo, é fundamental olhar para os hormônios. A confusão entre os sintomas da menopausa e transtornos psicológicos é uma realidade frequente nos consultórios médicos.

Identificando os principais sintomas da menopausa no dia a dia

É extremamente comum que as mulheres confundam os sinais dessa fase com quadros depressivos. O ginecologista Dr. Igor Padovesi, autor do livro Menopausa Sem Medo, explica que recebe diariamente pacientes que desconhecem o impacto do climatério. “Muitas mulheres desconhecem completamente o que esperar dessa fase e, ao perceberem mudanças de humor, fadiga e desânimo, acreditam estar deprimidas”, afirma o médico. Portanto, os sintomas da menopausa vão muito além das ondas de calor.

A queda do estrogênio afeta neurotransmissores como a serotonina e a dopamina. Nesse sentido, as pacientes descrevem uma sensação de “preguiça da vida”. A Dra. Ana Paula Fabricio esclarece que “a queda do estrogênio e da progesterona influencia neurotransmissores, podendo gerar sintomas de irritabilidade, ansiedade e tristeza”. Além disso, o desconhecimento médico agrava o problema. Segundo Padovesi, “isso faz com que as mulheres acabem recebendo diagnóstico e tratamento inadequado”, sendo tratadas apenas com antidepressivos quando precisariam de equilíbrio hormonal.

A importância da terapia hormonal para o bem-estar

Muitas vezes, a mulher recebe um diagnóstico equivocado porque os sintomas se misturam. A Dra. Patricia Magier, criadora do Método Plena, afirma que a terapia hormonal é um divisor de águas. “Ao repor os hormônios, você melhora a saúde mental, diminui o cansaço e conquista mais energia, foco e bem-estar”, destaca a especialista. Certamente, a terapia hormonal ajuda a combater outros sinais, como o “brain fog” (falha de memória) e as palpitações cardíacas.

Todavia, se os sinais persistirem mesmo com o tratamento adequado, o acompanhamento multidisciplinar torna-se essencial. O Dr. Igor Padovesi recomenda combinar o cuidado médico com mudanças no estilo de vida, como a prática de yoga e meditação. “Essas estratégias ajudam a melhorar o humor e a qualidade de vida”, finaliza. Para um aprofundamento científico sobre o tema, você pode consultar as diretrizes da North American Menopause Society (NAMS). Dessa forma, você garante uma transição mais leve e consciente.

Resumo: Este artigo explica como a queda hormonal no climatério mimetiza a depressão, causando confusão no diagnóstico. Especialistas alertam que o tratamento correto, focado na reposição hormonal e estilo de vida, é essencial para devolver o bem-estar e a energia à mulher madura.

Leia também: Menopausa pode afetar o cérebro e prejudicar a qualidade do sono, indica estudo