Conforme noticiado pelo Olhar Digital, um satélite da NASA com cerca de 600 kg estava previsto para cair na Terra na noite de terça-feira (10), após quase 14 anos em órbita. Em comunicado, a agência informou que isso acabou acontecendo na quarta-feira (11), às 7h37 da manhã, pelo horário de Brasília.
O satélite em questão é o Van Allen Probe A, que foi lançada em agosto de 2012 ao lado de sua “irmã gêmea”, a sonda Van Allen Probe B. As duas faziam parte de uma missão científica dedicada ao estudo dos cinturões de radiação de mesmo nome que cercam o nosso planeta.
Em resumo:
Satélite Van Allen Probe A caiu na Terra na manhã de quarta-feira;
Missão estudou cinturões de radiação ao redor do planeta;
As duas sondas (A e B) superaram a duração prevista da missão;
Reentrada na atmosfera destruiu quase toda a espaçonave;
Risco de destroços atingirem pessoas era extremamente baixo;
Restos do equipamento provavelmente mergulharam no Oceano Pacífico.
Representação artística das sondas Van Allen nos cinturões de radiação da Terra. Crédito: NASA/Goddard
Sobre a missão Van Allen Probe
Desde o fim da missão, em 2019, a espaçonave permaneceu em órbita da Terra, enquanto perdia altitude gradualmente. Segundo a NASA, a Força Espacial dos Estados Unidos confirmou que o retorno ocorreu sobre a região leste do Oceano Pacífico. A posição estimada foi próxima de 2 graus de latitude sul e 255,3 graus de longitude leste. Durante a passagem pela atmosfera, o calor gerado pelo atrito fez com que a maior parte da estrutura se desintegrasse.
Esse tipo de situação é comum em reentradas de satélites e espaçonaves em geral. O contato com as camadas atmosféricas provoca temperaturas extremamente altas, suficientes para destruir grande parte da estrutura. Ainda assim, peças mais resistentes podem sobreviver parcialmente ao processo.
Durante cerca de sete anos de operação científica, as sondas Van Allen A e B atravessaram repetidamente os cinturões de Van Allen, regiões são formadas por partículas carregadas presas pelo campo magnético da Terra, criando anéis de radiação ao redor do planeta.
Cinturões de Van Allen. Crédito: NASA’s Goddard Space Flight Center/Johns Hopkins University, Applied Physics Laboratory
Esses cinturões ajudam a proteger a Terra contra radiações vindas do espaço, incluindo partículas do vento solar e eventos associados às tempestades solares. Sem essa proteção natural, os efeitos da radiação poderiam ser mais intensos para tecnologias e missões espaciais.
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NASA estendeu missão por 5 anos
Inicialmente, a missão foi planejada para durar apenas dois anos. No entanto, o bom desempenho das sondas permitiu que elas continuassem coletando dados científicos por mais que o triplo desse tempo.
Entre as descobertas mais importantes está a identificação de um terceiro cinturão de radiação temporário. Esse anel adicional pode surgir durante períodos de intensa atividade solar e desaparecer posteriormente.
A sonda Van Allen Probe B, lançada junto com a espaçonave que acabou de reentrar, ainda permanece em órbita. De acordo com as estimativas atuais, ela não deve mergulhar na atmosfera terrestre antes de 2030.
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