A recente circulação de conteúdos nas redes sociais defendendo que óleos vegetais teriam um suposto fator de proteção solar natural tem preocupado especialistas. A ideia de que esses produtos poderiam barrar as radiações UVA e UVB simultaneamente não passa de desinformação, conforme esclarece a Sociedade Brasileira de Dermatologia do Rio Grande do Sul.
Trocar o filtro solar convencional por soluções caseiras ou naturais é uma escolha arriscada para a saúde cutânea. “A proteção contra o sol deve ser feita com produtos desenvolvidos para essa finalidade, que passaram por testes e têm eficácia comprovada. Usar óleos vegetais no lugar do filtro solar não é uma alternativa segura e pode causar danos importantes à pele”, afirma o presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia do Rio Grande do Sul, Juliano Peruzzo.
Existe protetor solar natural? Entenda. Foto: FreePik
Por que os testes de laboratório podem confundir?
O grande problema dessa tendência é que alguns óleos até podem apresentar uma capacidade mínima de absorver radiação quando analisados isoladamente em laboratório, mas isso não se traduz em proteção real para o corpo humano. No uso cotidiano, esses produtos não formam a barreira necessária para impedir os danos celulares causados pelo sol.
A exposição solar sem o uso do filtro adequado traz consequências que vão muito além de uma simples vermelhidão. Sem a barreira química ou física dos protetores aprovados, a pele fica vulnerável a queimaduras severas, ao surgimento de manchas persistentes e ao envelhecimento precoce. O maior perigo, entretanto, é o aumento considerável do risco de desenvolvimento de câncer de pele com o passar do tempo.
Como garantir uma proteção solar eficiente
Para quem deseja manter a pele jovem e saudável, a recomendação médica é não abrir mão do filtro solar de uso diário. O produto deve ter o fator de proteção (FPS) condizente com o tipo de pele de cada pessoa e precisa ser reaplicado em intervalos regulares ao longo do dia para manter sua eficácia.
Além do uso do creme ou loção, outras estratégias de proteção são fundamentais para minimizar os danos:
Uso de acessórios: Chapéus e bonés ajudam a proteger o couro cabeludo e o rosto.
Vestuário adequado: Roupas que cubram as áreas mais expostas são grandes aliadas.
Busca por sombra: Evitar a exposição direta, especialmente nos períodos em que o sol está mais forte.
É essencial verificar a procedência das dicas de beleza e saúde encontradas na internet antes de colocá-las em prática. Juliano reforça que, em caso de qualquer dúvida ou ao notar alterações suspeitas na pele, a consulta com um médico dermatologista é o único caminho seguro para o diagnóstico e tratamento correto.
Resumo:
A SBD-RS alerta que óleos vegetais não possuem eficácia comprovada como protetores solares e seu uso pode elevar o risco de câncer de pele. A recomendação é utilizar apenas filtros solares testados e manter hábitos de proteção física.
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