Esse “robô golfinho” pode ajudar a limpar o oceano

Quanto mais as plataformas de petróleo exploram o oceano pelo combustível, mais ocorrem acidentes onde esse líquido é derramado pelo oceano, poluindo o ecossistema marinho. Em uma tentativa de resolver o problema, engenheiros RMIT University fabricaram recentemente um robô em formato de golfinho a fim de limpar a poluição ocasionada pelo petróleo no oceano. O projeto pertence a Surya Kanta Ghadei e Ataur Rahman.

A invenção é importante porque o derramamente de petróleo no oceano é um dos desastres ambientais mais difícieis de controlar no planeta, visto que, quando grandes quantidades de óleo atingem o mar, o impacto pode durar anos e afetar ecossistemas inteiros. O escolhido para o dispositivo foi Electronic Dolphin, devido a “semelhança” do eletrônico com o animal marinho.

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Para quem tem pressa:

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Robô usa filtro especial inspirado em ouriços-do-mar

O simpático robô tem formato semelhante ao de um golfinho. Na parte frontal, há um filtro com um revestimento especial que repele água e absorve óleo rapidamente. Esse recurso permite que o dispositivo deslize sobre manchas de petróleo na superfície do mar e capture o líquido.

O revestimento do filtro foi inspirado nas estruturas microscópicas de ouriço-do-mar, que ajudam a reter ar e fazem a água escorrer pela superfície do material. (Imagem: Peter Clarke/RMIT University)

O sistema funciona com uma pequena bomba que puxa o óleo através do filtro e o armazena em um compartimento interno. Em testes realizados pelos pesquisadores, o protótipo conseguiu recuperar cerca de dois mililitros de óleo por minuto. O líquido coletado apresentou mais de 95% de pureza.

Segundo o portal TechXplore, o revestimento cria pequenas pontas microscópicas semelhantes às de um ouriço-do-mar. Essas estruturas retêm o ar, fazendo com que a água escorra rapidamente pela superfície do material. O óleo, por outro lado, adere ao filtro e pode ser removido durante o processo de coleta realizado pelo robô.

Uma limpeza mais segura

Segundo os pesquisadores responsáveis pelo projeto, a proposta é usar robôs pequenos e manobráveis para atuar em locais onde a presença humana representa riscos. Derramamentos de petróleo podem liberar substâncias tóxicas e tornar a operação de limpeza perigosa para equipes de emergência, especialmente em áreas costeiras ou regiões de difícil acesso.

Crustáceo coberto por petróleo evidencia os impactos de vazamentos de óleo, uma grave ameaça aos oceanos e à biodiversidade marinha (Imagem: fluke samed / Shutterstock.com)

O protótipo atual consegue operar por cerca de 15 minutos utilizando sua bateria interna. Embora esse tempo ainda seja limitado, os engenheiros acreditam que versões futuras poderão operar por períodos maiores e coletar quantidades maiores de petróleo. A ampliação da área do filtro e a instalação de bombas mais potentes fazem parte das melhorias planejadas para as próximas etapas do projeto.

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A equipe também trabalha em um conceito mais ambicioso para o futuro da tecnologia. A ideia é desenvolver robôs maiores, com dimensões semelhantes às de um golfinho real, capazes de operar de forma semiautônoma em áreas afetadas por derramamentos de petróleo.

Nesse cenário, os robôs poderiam aspirar o petróleo da superfície, retornar automaticamente à base para esvaziar os reservatórios e recarregar suas baterias. Depois disso, voltariam à área contaminada para continuar o trabalho. Um sistema desse tipo permitiria que várias unidades atuassem ao mesmo tempo, acelerando significativamente a remoção do óleo e reduzindo o impacto ambiental causado pelos derramamentos.

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