O CEO da Apple, Tim Cook, participou do programa Good Morning America, exibido na segunda-feira (16), e negou os rumores sobre uma possível aposentadoria. Questionado sobre especulações de que deixaria o cargo, o executivo foi direto ao afirmar que não pretende sair do comando da empresa.
Cook destacou sua trajetória de quase três décadas na Apple e afirmou que continua motivado no cargo. Segundo ele, a possibilidade de se afastar da companhia não está em seus planos no momento.
As declarações ocorrem em meio a um período de instabilidade na liderança da Apple. Nos últimos meses, a companhia registrou a saída de nomes importantes, incluindo o chefe de inteligência artificial, John Giannandrea, o principal advogado da empresa e um executivo de destaque na área de design. Há ainda sinais de que outros líderes, como o responsável pelo desenvolvimento de chips, também possam estar de saída.
O cenário reacendeu debates sobre a estratégia da Apple, especialmente diante do avanço da inteligência artificial no setor. Analistas questionam se o perfil mais operacional de Cook é o mais adequado para liderar a empresa em uma nova fase tecnológica, principalmente diante da rivalidade com outras empresas.
Apple pode ficar para trás?
Entre os críticos está Walter Piecyk, da LightShed Partners. Ao site CNBC, ele alertou para o risco de a Apple se tornar excessivamente dependente do Google em IA. Isso porque a empresa da maçã firmou recentemente um acordo para utilizar o modelo Gemini no iPhone, movimento visto por parte do mercado como um possível ponto de fragilidade competitiva.
A preocupação ganha força após a companhia não conseguir lançar a versão reformulada da Siri ainda em 2025. A assistente é uma das apostaspara acompanhar a evolução da IA generativa. Para analistas, essa lacuna persiste e reforça a pressão por avanços mais rápidos na área.
Mesmo diante das críticas, Cook defendeu a abordagem da Apple, classificando a inteligência artificial como uma tecnologia “profunda” e reiterando o compromisso da empresa com a privacidade dos usuários.
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A fala do executivo acontece em um momento simbólico: a Apple se prepara para completar 50 anos no dia 1º de abril. A expectativa do mercado é que a companhia apresente novos produtos ainda em 2026, incluindo um possível iPhone dobrável e dispositivos vestíveis com recursos avançados de IA.
Alguns analistas chegaram a sugerir que este seria um momento oportuno para uma transição de liderança, considerando o bom desempenho das ações e um ciclo favorável de atualizações de iPhone. Cook, no entanto, não indicou qualquer intenção de mudança no comando.
Durante a entrevista, o CEO também comentou sobre o impacto das tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos, que já custaram bilhões de dólares à Apple. Ele afirmou que a empresa acompanha a situação de perto, mas evitou antecipar possíveis medidas.
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