A guerra moderna ganhou um novo protagonista: soldados de infantaria equipados com armas laser capazes de neutralizar drones inimigos. O sistema foi desenvolvido pela empresa norte-americana NUBURU, por meio de sua subsidiária Lyocon.
O equipamento representa uma mudança significativa no enfrentamento de ameaças aéreas de pequeno porte. Diferentemente dos sistemas laser de alta potência usados para destruir mísseis e aeronaves grandes, este dispositivo foi projetado especificamente para uso individual em campo de batalha.
Tecnologia portátil em ação
O sistema da Lyocon utiliza tecnologia de estado sólido adaptada do setor industrial. Sua principal inovação está no fato de operar em múltiplas frequências: verde, azul e infravermelho, com potência entre 1 e 10 watts.
A escolha dessas frequências não é casual. O laser azul, em particular, demonstra maior eficácia na absorção por materiais como metais e plásticos quando comparado ao infravermelho. Essa característica permite maior efetividade mesmo com níveis de potência relativamente baixos.
Uso de enxames drones mudou a configuração nos campos de batalha (Imagem: Andy Dean Photography/Shutterstock)
O alcance operacional do equipamento atinge até 500 metros. Nessa distância, o laser consegue destruir os sensores de drones inimigos, causando uma pane nos sistemas de navegação e até mesmo a queda da aeronave não tripulada.
Outra vantagem é o custo operacional. Enquanto mísseis antiaéreos podem custar milhares de dólares por disparo, o laser consome apenas energia elétrica, tornando cada “tiro” extremamente barato.
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Integração com equipamentos militares
O sistema foi projetado para ser compatível com armamentos já existentes.
O dispositivo se encaixa perfeitamente no padrão militar usado globalmente para acessórios de fuzis, por exemplo.
Além disso, o seu design garante resistência às condições adversas do combate.
Outro diferencial é a adoção de sistemas de comunicação e navegação próprios, o que evita possíveis interferências.
A energia da arma laser vem de baterias de íons de lítio de alta densidade, que podem ser carregadas diretamente no cabo do fuzil.
Isso permite que os soldados continuem se movendo no campo de batalha.
As informações são do portal New Atlas.
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