Adriano Toloza, conhecido pelo personagem Angélico em “Três Graças”, viveu anos sob o domínio de dores constantes que pareciam não ter fim.
O diagnóstico? Bruxismo severo. O que muitos acreditam ser apenas um “hábito de ranger os dentes” era, na verdade, uma condição que causava ao ator de 42 anos dores intensas na nuca, cefaleias (enxaquecas) e um desgaste dentário tão profundo que gerou retração gengival.
O caso de Toloza não é isolado. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o bruxismo atinge 40% da população brasileira, ou seja, 4 em cada 10 pessoas sofrem com o distúrbio. “Conseguimos a recuperação do tamanho original dos dentes, alívio das dores e restauração da harmonia do sorriso”, explica a Dra. Debora Ayala, especialista em Odontologia Sistêmica Integrada, que utilizou uma técnica não invasiva para devolver a qualidade de vida ao ator. “Não tenho mais dores e tive uma melhora excepcional, especialmente no sono”, celebra Adriano.
Afinal, o que é o bruxismo e por que ele ataca?
O bruxismo é a ação repetitiva dos músculos da mastigação, caracterizada pelo apertar ou ranger dos dentes. Ele pode se manifestar de duas formas:
Bruxismo do sono: ocorre de forma involuntária enquanto a pessoa dorme.
Bruxismo de vigília: quando o indivíduo aperta os dentes enquanto está acordado, geralmente em momentos de concentração ou tensão.
Embora a causa exata ainda seja um mistério para a ciência, sabe-se que o problema está intimamente ligado ao estilo de vida moderno. Estresse, ansiedade e depressão são gatilhos poderosos. Além disso, fatores genéticos, disfunções na articulação temporomandibular (ATM) e até o consumo excessivo de cafeína ou cigarro predispõem o surgimento da condição.
O seu corpo está pedindo ajuda?
Muitas vezes, quem sofre de bruxismo só descobre o problema quando os danos já são visíveis ou a dor se torna insuportável. Os principais sintomas incluem:
Desgaste excessivo e anormal do esmalte dental;
Fraturas constantes nos dentes ou restaurações que “caem” sozinhas;
Dor nos músculos da face ao acordar;
Enxaquecas frequentes e dores na ATM (as junções que permitem abrir e fechar a boca).
O diagnóstico é realizado por meio de uma avaliação clínica detalhada. Em casos específicos, como quando há suspeita de associação com a apneia do sono ou refluxo, o médico pode solicitar uma polissonografia para monitorar a atividade muscular e respiratória durante a noite.
Entenda o que é o bruxismo. Foto: FreePik
Tratamento e prevenção: muito além das placas
A solução mais comum para proteger os dentes é a placa estabilizadora (aquela placa de resina usada para dormir), que evita fraturas e alivia a carga sobre a musculatura. No entanto, o tratamento moderno, como o realizado por Adriano Toloza, busca a reabilitação funcional e estética, tratando o organismo de forma sistêmica.
A prevenção exige uma mudança de postura diante da vida. Diminuir o consumo de café, álcool e fumo, além de investir em atividades relaxantes e exercícios físicos, são passos essenciais para “desligar” a tensão mastigatória. Para casos onde o bruxismo está associado a distúrbios respiratórios, o foco deve ser tratar a respiração primeiro para, então, colher os benefícios no sorriso.
Resumo: O bruxismo afeta 40% dos brasileiros e pode causar danos graves como desgaste dentário e dores crônicas, como ocorreu com o ator Adriano Toloza. O tratamento com técnicas modernas de odontologia sistêmica e mudanças no estilo de vida são fundamentais para recuperar o sono e a saúde bucal.
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