Pesquisadores da Northwestern University, nos Estados Unidos, estão desenvolvendo um novo tipo de robô que pode mudar a forma como máquinas são projetadas. Em vez de criar sistemas rígidos para tarefas específicas, a equipe utilizou inteligência artificial para “evoluí-lo”.
O resultado é a chamada “metamáquina com pernas”, segundo informações do portal New Atlas, formada por unidades independentes que se conectam entre si. Cada módulo possui sistema computacional próprio, permitindo que funcione tanto de forma individual quanto em conjunto.
Robô modular muda de forma para superar obstáculos
Cada unidade do robô tem uma estrutura simples, com um corpo central e duas “pernas” que giram em um único eixo. Sozinho, o módulo pode rolar, girar ou saltar. Quando combinado com outros, o sistema passa a executar movimentos mais complexos dependendo do ambiente.
Essa flexibilidade permite que o robô encontre formas eficientes de se locomover sem depender de um padrão predefinido. Em testes, a máquina conseguiu atravessar terrenos como grama, cascalho e lama, adaptando seu comportamento conforme as condições.
Se uma parte do robô se solta ou é danificada, os módulos restantes reorganizam seus movimentos e continuam avançando. Em alguns casos, o sistema consegue seguir operando mesmo após perder uma “perna” inteira ou ser dividido em partes menores.
Entre os principais destaques da tecnologia estão:
Estrutura modular com unidades independentes;
Capacidade de adaptação a diferentes terrenos;
Funcionamento mesmo após danos físicos;
Movimentos variados sem programação específica;
Possibilidade de operação em partes separadas.
Inteligência artificial “evoluiu” o design do robô
Diferente do desenvolvimento tradicional, os pesquisadores não projetaram diretamente a forma final do robô. Em vez disso, forneceram à inteligência artificial um conjunto de módulos e um objetivo simples: encontrar a melhor forma de se locomover.
Dentro de simulações computacionais, a IA gera milhares de configurações diferentes. As versões mais eficientes foram selecionadas e combinadas, enquanto as menos eficazes foram descartadas, em um processo semelhante à seleção natural.
Apesar do avanço, o robô ainda possui limitações importantes. Ele não conta com sensores externos, não consegue mapear o ambiente e não tem consciência de destino. Seu sistema é focado principalmente na própria estrutura, permitindo detectar posição e orientação dos módulos.
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