A Meta anunciou nesta quarta-feira (25) uma nova rodada de demissões que atinge centenas de trabalhadores em ao menos quatro áreas da empresa: a divisão Reality Labs, as equipes de redes sociais, o setor de recrutamento e, em menor escala, a área de vendas. As informações foram divulgadas pelo veículo The Information, com base em dois funcionários com conhecimento do assunto.
Apesar do impacto em diferentes frentes da empresa, os cortes afetam apenas uma parcela pequena do quadro total da companhia, que encerrou 2025 com quase 79 mil colaboradores, conforme o relatório anual mais recente. A iniciativa faz parte de um esforço mais amplo para equilibrar as finanças em meio a investimentos bilionários em inteligência artificial.
Contexto: demissões em massa no horizonte
Os desligamentos desta quarta-feira não são uma surpresa isolada. No início deste mês, o Olhar Digital já tinha noticiado que a Meta planejava uma reestruturação de grande porte, capaz de atingir 20% ou mais de sua força de trabalho. Segundo reportagem da Reuters, executivos de alto escalão teriam sido informados sobre os planos e orientados a mapear possíveis cortes em suas respectivas áreas.
Os novos desligamentos revelados agora representam uma fatia bem menor do que o volume projetado anteriormente, mas indicam que a empresa está dando os primeiros passos de um processo que pode ser mais abrangente.
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IA como motor de gastos
Por trás das demissões está uma conta cada vez mais pesada. A Meta projetou despesas totais entre US$ 162 bilhões e US$ 169 bilhões em 2026, impulsionadas principalmente pelos investimentos massivos em inteligência artificial e pela elevação nos salários para atrair os melhores profissionais da área de IA no mercado global.
Para compensar esse crescimento de custos, a empresa mãe do Facebook e do Instagram busca enxugar operações em setores considerados menos prioritários, enquanto redireciona recursos para iniciativas ligadas à corrida pela IA.
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