Chegar ao Aeroporto de Congonhas sem a dor de cabeça do trânsito é um sonho prestes a se realizar. Após 14 anos de obras, a Linha 17-Ouro do metrô inaugura nesta terça-feira (31). O novo monotrilho tem 6,7 quilômetros de extensão e promete ligar o Morumbi ao aeroporto em cerca de 20 minutos. No total, são oito estações.
A linha faz conexão com duas rotas importantes do transporte paulistano: a Linha 9-Esmeralda, pela estação Morumbi, e a Linha 5-Lilás, em Campo Belo. O trajeto segue em formato de “Y”, com dois destinos possíveis: Congonhas ou Washington Luís.
Quando estiver funcionando plenamente, a expectativa é transportar entre 100 mil e 200 mil passageiros por dia. Cada trem terá capacidade para cerca de 600 pessoas.
Trajeto em “Y” é inovador na malha metroviária da capital paulistaMetrô de São Paulo/Divulgação
A operação começa reduzida. Durante 90 dias de testes, os trens vão circular apenas de segunda a sexta-feira, das 10h às 15h. Nesse período não haverá cobrança de passagem e os veículos terão condutores, apesar de o sistema ter sido projetado para operar de forma automática.
A estação Washington Luís, por enquanto, permanece fechada para ajustes finais. É esperado que, após o período experimental, a 17-Ouro passe a operar no horário integral e com todas as estações abertas ao público.
A linha não terá bilheterias físicas, somente máquinas de autoatendimento. Será possível comprar passagens nas estações Vereador José Diniz e Campo Belo.
Novos caminhos
A Linha 17-Ouro também muda a circulação a pé pela região. Todas as estações funcionam como passarelas sobre a Avenida Jornalista Roberto Marinho. Ou seja, quem quiser apenas atravessar a via poderá usar as estruturas sem pagar passagem.
Em Congonhas, um túnel subterrâneo conecta diretamente a estação ao aeroporto. Pedestres também poderão utilizá-lo gratuitamente.
Conexão do Metrô com Congonhas foi projetada para a Copa do Mundo de 2014Metrô de São Paulo/Divulgação
O atraso
Prevista para a Copa do Mundo de 2014, a 17-Ouro inaugura três campeonatos mundiais depois. O projeto inicial previa uma linha de 18 quilômetros, ligando Jabaquara ao Morumbi.
As obras, iniciadas em 2012, passaram por uma série de dificuldades. Após anos de atrasos, a empresa malaia Scomi desistiu de fornecer os trens do monotrilho. Como os trilhos haviam sido projetados especificamente para esse modelo, foi necessário contratar outra fabricante para desenvolver novos veículos. A escolhida foi a chinesa BYD.
No meio do caminho vieram ainda a pandemia e o envolvimento de construtoras do projeto nas investigações da Lava Jato, o que ajudou a prolongar ainda mais a espera.
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