Para se deliciar nas praias de Ilhabela, será preciso gastar um pouco mais. Desde o dia 31 de março, a cidade retomou a cobrança da Taxa de Preservação Ambiental (TPA) para veículos que entram no arquipélago. Os valores vão de R$ 10, para motocicletas, até R$ 140, para ônibus, e podem ser pagos pelo site oficial.
A cobrança não é novidade. A taxa já existiu por mais de uma década, entre 2007 e 2020, mas foi suspensa durante a pandemia. Agora, a TPA volta à ativa após aprovação da Câmara Municipal no ano passado, embora a implementação tenha sido adiada e só comece efetivamente agora. Os valores arrecadados são revertidos em políticas públicas de preservação ambiental, limpeza urbana e saneamento.
Na prática, quem chega à ilha de carro, moto ou ônibus paga apenas uma vez por entrada, independentemente do número de dias da viagem. O valor varia de acordo com o tipo de veículo.
Quanto custa entrar em Ilhabela
Confira os valores da TPA:
Motocicletas: R$ 10
Veículos de passeio, utilitários e kombis: R$ 48
Vans: R$ 70
Caminhões: R$ 70
Micro-ônibus: R$ 100
Ônibus: R$ 140
O pagamento pode ser feito por PIX, cartão de crédito, débito ou boleto bancário, além de tags eletrônicas de identificação veicular. O visitante tem até 30 dias após a entrada no município para quitar a taxa no site ECO Ilhabela.
O controle dos veículos será feito por um sistema eletrônico de monitoramento instalado na entrada da cidade. As câmeras identificam automaticamente a placa do veículo quando ele chega à ilha. Depois, o motorista pode acessar o site da TPA, informar a placa e gerar a guia de pagamento.
Por enquanto, apenas a operadora Move On Tag está habilitada para cobrança automática. Outras empresas devem ser credenciadas nos próximos dias. A popular Sem Parar, por exemplo, ainda não foi integrada ao sistema.
Alguns visitantes estão livres da cobrança. É o caso de pedestres que atravessam a balsa a pé, veículos com placas de Ilhabela ou São Sebastião (não há necessidade de cadastro), ambulâncias e veículos oficiais.
Quem precisar de orientação também pode procurar a Central de Atendimento da TPA, localizada na Rua Paraíba, 227, na Barra Velha.
Por que a taxa voltou
A retomada da TPA ocorre em um momento delicado para as finanças do município. Nos últimos anos, Ilhabela viu cair significativamente a arrecadação com royalties do petróleo, uma das principais fontes de receita da cidade. A redução está ligada a uma longa disputa judicial com a vizinha São Sebastião sobre a divisão desses recursos.
Ao mesmo tempo, o turismo continua crescendo e pressionando a infraestrutura local. Só na última temporada de verão, a expectativa da prefeitura era receber cerca de 1 milhão de visitantes, número expressivo para um município com cerca de 35 mil moradores.
Segundo a administração municipal, a TPA tem justamente a função de ajudar a custear os impactos desse fluxo intenso de turistas. Os recursos arrecadados devem ser direcionados para manutenção de vias, coleta de lixo, limpeza urbana, saneamento e preservação dos ecossistemas naturais que fazem de Ilhabela um dos destinos mais procurados do litoral paulista.
A estratégia não é exclusiva da cidade. Outros destinos turísticos brasileiros com áreas naturais sensíveis também adotam taxas semelhantes, como Fernando de Noronha e Bombinhas, que cobram contribuições de visitantes para financiar a conservação ambiental e a infraestrutura turística.
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