Conforme revelado pelo Olhar Digital, junto aos quatro membros da missão Artemis 2 há um “quinto passageiro” a bordo da cápsula Orion a caminho da Lua: o mascote de pelúcia Rise, que serviu como indicador de gravidade zero durante o voo.
Assim que o foguete entrou no espaço, Rise passou a flutuar dentro da cápsula. O movimento confirmou aos astronautas que o ambiente de microgravidade havia sido alcançado, um marco essencial da missão.
O objeto foi criado por Lucas Ye, estudante de oito anos da região da Baía de São Francisco, nos Estados Unidos. O projeto foi o escolhido entre mais de 2,6 mil inscritos de todo o mundo em um concurso internacional organizado pela NASA em parceria com a Freelancer, uma empresa de crowdsourcing (modelo que reúne contribuições de pessoas ao redor do mundo pela internet).
Em resumo:
Mascote de pelúcia indica ausência de gravidade no voo Artemis 2;
Pelúcia flutuou quando a nave entrou em microgravidade;
Objeto foi desenvolvido por criança de oito anos;
Concurso global selecionou o projeto vencedor;
Design homenageia missões espaciais históricas.
Menino apaixonado pelo espaço cria mascote inspirado em missões históricas
Lucas é apaixonado por ciência e espaço desde pouco mais de três anos de idade. À CBS News, ele disse que adora foguetes, o Sistema Solar e aprender sobre o Universo.
A diretora de inovação da Freelancer, Trisha Epp, destacou a conquista do estudante. “Seu projeto vai literalmente para o espaço, o que não é uma frase que a maioria das pessoas tem a oportunidade de dizer”.
O mascote Rise, cujo nome significa “Ascensão”, traz detalhes simbólicos em seu design. Ele usa um boné com elementos que lembram a Terra e faz referência ao “nascer da Terra”, foto icônica registrada pela missão Apollo 8, em 1968, mostrando o planeta surgindo no horizonte lunar. Além disso, o mascote inclui homenagens ao pouso da Apollo 11, em 1969, a primeira vez que o homem pisou na Lua.
Pouco antes do lançamento, Lucas foi entrevistado por uma repórter da transmissão oficial da NASA. Surpreso e emocionado, ele disse estar “muito, muito, muito feliz” por ver sua criação embarcar rumo ao espaço.
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Tradição tem mais de 60 anos
A tradição de levar indicadores de gravidade zero começou nos primórdios da exploração espacial tripulada, ainda na década de 1960. O primeiro registro desse tipo de objeto data da missão russa Soyuz 1, lançada em 1967 pela então União Soviética. Na ocasião, um pequeno boneco foi levado a bordo justamente para indicar, de forma visual, o momento em que a nave atingia a condição de microgravidade.
Desde então, a prática se consolidou e passou a fazer parte de missões ao redor do mundo. Um dos casos mais conhecidos ocorreu em 2020, na missão Crew Dragon Demo-2, primeiro voo tripulado da SpaceX (empresa privada de transporte espacial) em parceria com a Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (NASA). Na ocasião, os astronautas Bob Behnken e Doug Hurley levaram um dinossauro de pelúcia chamado “Tremor”, escolhido pelos filhos da dupla. O brinquedo começou a flutuar logo após a entrada em órbita, confirmando o ambiente de gravidade zero.
Snoopy, o indicador de gravidade zero Artemis 1, dentro da espaçonave Orion nesta foto de apresentação tirada antes do lançamento. Crédito: NASA
Outro exemplo recente envolve o personagem Snoopy, da franquia Peanuts. Embora já fosse utilizado pela NASA como símbolo de segurança desde os tempos do programa Apollo, o boneco ganhou destaque como indicador de gravidade zero na missão Artemis 1, em 2022. Nesse voo não tripulado, a espaçonave Orion levou a bordo um Snoopy vestido com traje espacial, que flutuou no interior da cápsula assim que a nave entrou em microgravidade, marcando o início da fase orbital.
Além de marcar o momento em que a gravidade deixa de atuar da forma habitual, esses mascotes ajudam a aproximar o público das missões, trazendo um elemento visual simples e acessível, especialmente para estudantes e interessados em exploração espacial.
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