Microsoft: Goldman Sachs projeta salto de 61% e crava retomada da gigante em 2026

A Microsoft iniciou 2026 enfrentando ventos contrários no mercado financeiro. Considerada a “lanterna” entre as sete gigantes de tecnologia (as chamadas Mag 7), a empresa registrou no primeiro trimestre seu pior desempenho trimestral desde 2008, com uma queda de 23%. No entanto, para o Goldman Sachs, o pessimismo do mercado pode estar com os dias contados.

O banco de investimento reiterou sua recomendação de compra para as ações da Microsoft, estabelecendo um preço-alvo de US$ 600. O valor representa uma valorização potencial de quase 61% em relação ao fechamento da última quinta-feira (02).

O fator Copilot e a virada de chave

O principal motor para essa recuperação projetada é a inteligência artificial generativa. Embora investidores temam que ferramentas concorrentes, como o Claude Cowork, possam canibalizar o domínio do Microsoft 365, o Goldman Sachs argumenta que os riscos de “desintermediação por IA” já estão precificados no valor atual das ações.

Segundo a analista Gabriela Borges, em nota obtida pela CNBC, três pilares sustentam o otimismo:

Estabilização: o ritmo de desaceleração do Microsoft 365 está diminuindo.

Melhora nos dados: o feedback sobre o uso do Copilot apresenta sinais de evolução constante.

Adoção corporativa: a migração de clientes para as camadas de licenciamento de alto nível (com IA integrada) deve começar a impactar os resultados financeiros de forma relevante nos próximos nove meses.

Desempenho abaixo do S&P 500

Mesmo com o ecossistema robusto, a Microsoft tem ficado atrás do índice S&P 500, que acumula queda de 3,5% no ano. A baixa adesão inicial ao add-on de IA também gerou cautela: até o final de março, apenas 3% dos clientes comerciais do Office haviam adquirido licenças para o Copilot.

Ainda assim, a visão do Goldman Sachs é de que a Microsoft ocupa a melhor posição estratégica do setor para capitalizar sobre os ciclos de produtos de IA, desde a infraestrutura de computação até a orquestração de agentes nas camadas de plataforma e aplicativos.

A aposta do Goldman Sachs não é isolada. De acordo com dados da LSEG citados pela CNBC, o sentimento de Wall Street continua majoritariamente positivo para a Gigante de Redmond:

Analistas consultados: 60

Recomendação de Compra/Compra Forte: 55

Status atual: ação mais defasada das “Mag 7” em 2026, mas com maior potencial de recuperação técnica.

A Mag 7 é composta por: Alphabet (dona do Google), Amazon, Apple, Meta (dona do Facebook, Instagram e WhatsApp), Microsoft, Nvidia e Tesla.

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