Elon Musk está no centro de uma batalha legal que pretende retirar o CEO da OpenAI, Sam Altman, e o presidente, Greg Brockman, de seus cargos. Este processo é parte de um caso cujo julgamento está previsto para acontecer em breve neste mês.
Em documento divulgado nesta terça-feira (7), os advogados de Musk delinearam os recursos específicos que seu cliente busca, caso um juiz e um júri determinem que Altman e a OpenAI enganaram Musk. A escolha do júri para o caso está agendada para começar em 27 de abril, em um tribunal federal em Oakland, Califórnia (EUA).
Guerra entre Altman, OpenAI e Musk não é nova
Musk iniciou o processo contra Altman e a OpenAI em 2024, alegando que a empresa de inteligência artificial (IA), que ele ajudou a fundar quase dez anos antes, “manipulou assiduamente” e “enganou” o magnata para que doasse US$ 38 milhões (R$ 195,7 milhões), baseando-se em promessas de que a entidade permaneceria sem fins lucrativos;
Os lados envolvidos têm, desde então, se envolvido em um debate público acirrado, além dos desdobramentos legais e da crescente rivalidade nos negócios;
“O autor buscará uma ordem para remover Altman como diretor do conselho da OpenAI e remover tanto Altman quanto Brockman de suas funções na OpenAI lucrativa”, afirmaram os advogados de Musk no documento;
Musk também solicita que o tribunal obrigue a OpenAI a voltar a operar como uma entidade genuinamente sem fins lucrativos, conforme o documento.
A OpenAI passou por uma reestruturação em outubro e agora é administrada como uma entidade sem fins lucrativos com uma participação de 26% no braço lucrativo, que inclui o ChatGPT. A CNBC procurou a OpenAI, que não respondeu imediatamente.
OpenAI e as acusações
Musk, junto com Altman e outros, co-fundou a OpenAI em 2015 como um laboratório de IA sem fins lucrativos. Entretanto, Musk se afastou da OpenAI em 2018, após tentar convencer os executivos a fundi-la com a Tesla, sua empresa de veículos elétricos. Em 2023, Musk lançou uma empresa concorrente chamada xAI, responsável por desenvolver o gerador de imagens de IA e o chatbot Grok.
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Em fevereiro, a SpaceX de Musk adquiriu a xAI, que também detém o X (ex-Twitter), em acordo que avaliou a entidade combinada em US$ 1,2 trilhões (R$ 6,4 trilhões). Recentemente, a SpaceX entrou com documentos confidenciais na SEC para o que provavelmente será uma oferta pública inicial recorde.
Na segunda-feira (6), a OpenAI enviou uma carta aos procuradores-gerais da Califórnia (EUA) e de Delaware (EUA), instando-os a investigar o “comportamento impróprio e anticompetitivo” de Musk e seus associados antes do julgamento.
Nessa carta, Jason Kwon, chefe de estratégia da OpenAI, alegou que Musk tem trabalhado para minar a OpenAI por meio de “ataques” diversos à empresa, incluindo “a coordenação de seus esforços” com o CEO e cofundador da Meta, Mark Zuckerberg.
Implicações econômicas
Anteriormente, em um documento de janeiro, os advogados de Musk afirmaram que seu cliente deveria receber até US$ 134 bilhões (R$ 690,4 bilhões) em danos da OpenAI e do principal investidor, a Microsoft, chamando-os de “ganhos indevidos” que as empresas obtiveram como resultado do seu trabalho inicial e apoio financeiro à OpenAI.
No último documento, os advogados de Musk reforçaram que estão buscando “devolver todos os ganhos indevidos, incluindo os da Microsoft, à caridade da OpenAI“.
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