DIU hormonal e câncer de mama: entenda os riscos e benefícios para sua saúde

Muitas mulheres escolhem métodos contraceptivos de longa duração pela praticidade e eficácia. No entanto, estudos recentes acenderam um alerta sobre a relação entre o DIU hormonal e o risco de desenvolver câncer de mama. Pesquisas realizadas na Dinamarca e na Coreia do Sul apontam um aumento relativo no surgimento da doença entre usuárias do dispositivo. Todavia, especialistas reforçam que os números precisam de uma análise cuidadosa para não causar pânico desnecessário.

O que dizem os estudos sobre o DIU hormonal e o câncer de mama?

De acordo com dados publicados no portal da Agência Einstein, um estudo dinamarquês de 2024 observou um aumento relativo de 40% no risco de câncer de mama em mulheres que utilizam o dispositivo com levonorgestrel. Em contrapartida, os médicos explicam que o risco absoluto continua sendo considerado baixo. Para se ter uma ideia, isso representa cerca de um a 14 casos adicionais para cada 10 mil mulheres.

Portanto, o impacto do DIU hormonal é comparável a outros fatores do cotidiano, como o consumo de bebidas alcoólicas ou a obesidade. Além disso, o histórico familiar e a genética possuem um peso muito maior na balança. Se você tem um parente de primeiro grau com a doença, seu risco já é duas vezes superior ao da população geral, independentemente do método contraceptivo escolhido.

Como funciona o dispositivo e quais suas vantagens

Diferente do modelo de cobre, o DIU hormonal libera progestagênio no útero, afinando o endométrio e dificultando a fecundação. Esse mecanismo é extremamente eficaz, apresentando taxa de falha menor que 1%. Além de evitar a gravidez, ele é um forte aliado no tratamento de sangramentos excessivos e cólicas severas. Consequentemente, muitas mulheres conseguem evitar cirurgias invasivas, como a retirada do útero, graças ao uso do dispositivo.

Outro ponto positivo é a proteção que ele oferece contra o câncer de endométrio. Dessa forma, a escolha do método deve sempre colocar na balança os benefícios ginecológicos e os possíveis riscos sistêmicos. É fundamental que a paciente converse abertamente com seu ginecologista para avaliar o histórico oncológico pessoal, já que o uso é contraindicado para quem já enfrentou o câncer de mama.

Diferente do modelo de cobre, o DIU hormonal libera progestagênio no útero, afinando o endométrio e dificultando a fecundação – Canva Equipes/PEAKSTOCK / SCIENCE PHOTO LIBRARY de sciencephoto

Prevenção e estilo de vida saudável

Embora a ciência investigue a fundo o papel dos hormônios sintéticos, o foco principal deve ser o cuidado integral com o corpo. Manter uma alimentação equilibrada e praticar exercícios físicos são atitudes que reduzem drasticamente as chances de diversas doenças. Por isso, não se deve abandonar um método eficaz sem antes considerar todos os fatores de proteção que ele oferece.

Em suma, a informação é a melhor ferramenta para uma decisão consciente. Com o acompanhamento médico adequado, o DIU hormonal continua sendo uma opção segura e transformadora para a rotina feminina

Resumo: O artigo explica a relação entre o uso do DIU hormonal e o risco de câncer de mama com base em estudos recentes. Especialistas afirmam que, embora o risco relativo exista, o impacto absoluto é pequeno e comparável a hábitos de vida, destacando também os benefícios do método.

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