A passagem do inverno para a primavera costuma seguir um roteiro bastante comum: temperaturas amenas, dias mais longos e o florescer da vegetação marcam a beleza da estação, em diferentes regiões do mundo.
No entanto, é também nesse momento em que tradições culturais ganham força, revelando formas singulares, criativas e vibrantes de celebrar – e transformar – a mudança de clima. Nesta época do ano, quem entra na época florida é o Hemisfério Norte, onde diversos festivais são realizados tradicionalmente na troca da estação. Conheça cinco deles:
Hanami, Japão
Marcado pelas flores de cerejeira, o Hanami convida à contemplação da naturezaKawasakiyufuji/Wikimedia Commons
A chegada da primavera no Japão é anunciada pela floração das “sakura”, as cerejeiras que, entre março e maio, transformam a paisagem de diversas cidades. Esse período dá origem ao Hanami, tradição que significa literalmente “ver as flores” e convida à contemplação da natureza.
Muitas pessoas passam o dia inteiro nos parques, acompanhando a floração das mais de 100 espécies que surgem nessa época. A prática está ligada a uma antiga crença de que divindades habitavam as cerejeiras e ameixeiras. À noite, o evento ganha o nome de yozakura (“cerejeira noturna”), quando lanternas iluminam as árvores, permitindo deslumbrar-se com a mistura de luzes e cores.
Veja onde e quando ver as cerejeiras no Japão
Holi, Índia
Holi é famoso pela celebração coloridaDibakar Roy/Unsplash
Na Índia, a primavera chega em clima de festa. Em todo o país, o Holi é marcado por uma explosão de cores. Ao caminhar pelas ruas de Nova Délhi, por exemplo, é comum ver crianças com pistolas de água colorida, pessoas dançando e grupos reunidos para celebrar – muitas vezes saboreando a tradicional “thandai”, bebida fria à base de leite, frutas secas, pimentas e pétalas de rosa, entre outras especiarias.
O festival celebra uma narrativa da tradição hindu: Holika, uma deusa maligna, tenta matar seu próprio sobrinho, Prahlad, por sua devoção ao deus Vishnu. Ao entrar com ele no fogo, acreditando ser imune, acaba consumida pelas chamas, enquanto Prahlad sobrevive. A história simboliza a vitória do bem sobre o mal, da humildade sobre a arrogância. Por isso, na véspera do feriado, acende-se a fogueira de Holika, em um ritual que, além do espetáculo visual, busca afastar toda e qualquer mazela.
Songkran, Tailândia
Songkran, que coincide com o Ano Novo Tailandês, é uma época de limpeza e purificaçãoJJ Harrison (https://www.jjharrison.com.au/)/Wikimedia Commons
Com a água em destaque, o Songkran celebra a chegada da primavera e coincide com o Ano Novo tailandês. O festival começa em 13 de abril e dura três dias, embora em algumas cidades possa se estender. O termo “Songkran” vem do sânscrito e significa “passagem” ou “movimento”, refletindo a ideia de transição. A água, nesse caso, simboliza a limpeza do ano que passou e a preparação para o que começa.
Entre as práticas religiosas, estão os banhos em imagens budistas. No âmbito das tradições sociais, é comum realizar limpezas em casas, escolas e espaços públicos. Já nas ruas, a celebração ganha um ritmo mais dinâmico: música alta delineia a paisagem sonora, enquanto baldes e pistolas d’água revelam os momentos de lazer.
Las Fallas, Espanha
Bonecos com motivos variados são a característica das FallasFrancesc Fort/Wikimedia Commons
De 1º a 19 de março, em Valência, na Espanha, uma vibrante celebração toma conta da cidade, homenageando São José, o padroeiro dos carpinteiros: Las Fallas é uma singular mistura entre manifestações artísticas, costumes populares e sátiras sociais. O festejo tem origem em um costume antigo: após o inverno, carpinteiros queimavam pedaços de madeira usados para sustentar luzes durante os meses frios.
Com o tempo, pertences antigos e roupas velhas foram adicionados às fogueiras, dando forma a figuras que lembravam pessoas. Foi assim que surgiram os ninots, enormes bonecos feitos de papel machê e outros materiais leves, que preenchem as ruas durante o festival. Com traços caricaturais, eles retratam, em grande parte, temas políticos e cotidianos ocorridos no ano anterior.
Sechseläuten, Suíça
Queima do Böögg é o ponto culminante do SechseläutenRoland zh/Wikimedia Commons
Na Suíça, o Sechseläuten marca a chegada da primavera em Zurique, cidade situada próxima à fronteira com a Alemanha. O nome curioso significa “badaladas das seis horas” e remete a uma tradição em que, nessa mesma época do ano, os sinos da igreja anunciavam o fim da jornada de trabalho no inverno. Realizado na terceira segunda-feira de abril – em 2026, no dia 20 – o festival reúne performances artísticas, conjuntos musicais e desfiles a cavalo.
No entanto, o centro das atenções do festival é, sem dúvida, Böögg, um boneco de neve, símbolo do inverno, que fica no topo de uma enorme pira. A fogueira é pontualmente acesa às 18h, para dar as boas-vindas à nova estação.
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