5 gêiseres para conhecer ao redor do mundo

O encontro entre águas subterrâneas e calor intenso, geralmente derivado do magma ou de rochas quentes, pode gerar erupções explosivas que lançam jatos de água a grandes alturas. Esse espetáculo natural é chamado de gêiser, termo de origem islandesa que significa “fonte jorrante”.

Raros e exuberantes, os gêiseres são um tipo incomum de fonte termal e despertam fascínio entre os viajantes. Eles se formam apenas em regiões geotérmicas muito específicas e, embora não sejam fáceis de encontrar, estão espalhados por diferentes países. A seguir, conheça cinco formações que podem ser visitadas:

1. Old Faithful, no Parque Nacional Yellowstone (Estados Unidos)

Caminho de acesso ao Old Faithful, o mais famoso gêiser de YellowstoneSimeon Muller/Unsplash

Entre os mais de 300 gêiseres que se situam em Yellowstone, nos Estados Unidos, o Old Faithful é um dos mais emblemáticos. Batizado em 1870 (o primeiro a receber um nome no parque), tornou-se célebre por sua regularidade, reconhecido como um dos fenômenos geográficos mais previsíveis do mundo. Por isso, acaba atraindo mais visitantes, na “certeza” de assistir ao jato d’água.

Graças a um sistema cuidadoso de observação e previsão aperfeiçoado ao longo do tempo pela equipe do parque, sabe-se que o Old Faithful costuma entrar em atividade em intervalos médios de 90 minutos a 2 horas. A cada jato, ele lança colunas impressionantes de água quente que podem alcançar cerca de 40 metros de altura. O espetáculo dura, em geral, de um a cinco minutos, podendo se estender conforme a força e a persistência do jato.

2. Strokkur, em Haukadalur (Islândia)

@gardarolafs

Strokkur #iceland

♬ Pt. 8: Starry dream. – Slowed Down – A. Blomqvist

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A área geotérmica de Haukadalur fica a cerca de 90 minutos de Reykjavik, capital da Islândia, e integra a famosa rota turística do Golden Circle. Com estacionamento gratuito e trilhas bem demarcadas (embora escorregadias perto das saídas de vapor), o local leva o visitante diretamente às principais atrações naturais.

A grande estrela do vale é o gêiser Strokkur, um dos mais ativos do país e um dos mais fáceis de ver em ação. É possível se aproximar bastante, a ponto de sentir o calor na pele e ouvir o som grave que antecede cada erupção.

O Strokkur costuma projetar, a cada cinco a dez minutos, uma coluna de água fervente que pode alcançar até 40 metros. Do islândes, seu nome significa “batedeira” em referência ao movimento giratório que, curiosamente, o jato costuma fazer.

3. El Tatio, em San Pedro de Atacama (Chile)

Campo de El Tatio é conhecido pela altitudeRobin Fernandes/Wikimedia Commons

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Localizado a mais de 4,3 mil metros de altitude, no Deserto de Atacama, no Chile, o campo geotérmico de El Tatio é frequentemente citado como o conjunto de gêiseres mais alto do planeta. Mesmo sob um frio intenso, o visitante ganha uma vista ampla dos Andes e das paisagens desérticas do altiplano chileno.

Lá, inúmeras erupções disparam jatos vigorosos para o alto quase que em sequência. A recomendação é visitar ao amanhecer, quando a luz do sol atravessa as colunas de vapor e cria reflexos coloridos no ar.

4. Pohutu, em Rotorua (Nova Zelândia)

@ncaied

Pōhutu Geyser at Te Puia! Te Puia is a Geothermal park mixed with an Arts and Crafts tour of Māori Art. There are two geysers you can view at Te Puia and Pōhutu is one of them! You also get to stand near by when it goes off and feel light trickles of spring water. Come and check it out, its a unique place for a photo opt! Te Puia IG: @Te_Puia Link https://www.tepuia.com #History #TheNationalCenter

♬ fairy’s cry – r1naq

No coração da região geotérmica de Rotorua, na Ilha Norte da Nova Zelândia (local conhecido por suas atividades vulcânicas) fica o gêiser Pohutu, conhecido por erupções particularmente longas, com cerca de uma hora de duração cada.

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Rotorua é também um lar de uma comunidade maori, sendo comum encontrar, em meio à visita, apresentações e vivências ligadas às artes e tradições locais. O próprio nome “Pohutu” vem do maori e pode ser entendido como “grande nuvem de água”.

O vale reúne outros fenômenos naturais, como fontes termais e lagos de cores. No entanto, ainda que existam outras dezenas de fontes e gêiseres nomeados, apenas parte deles estão ativos.

5. Gêiser de Andernach (Alemanha)

Multidão observa o jorro do gêiser de AndernachSegundonome/Wikimedia Commons

Perto da cidade de Andernach, na Alemanha, existe um gêiser singular, composto inteiramente por água fria. Para visitá-lo, o trajeto inclui uma viagem de barco que leva cerca de 15 a 20 minutos até a vila de Namedy, onde ocorre a visita guiada.

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O gêiser entra em erupção aproximadamente a cada duas horas, mas funciona apenas entre abril e outubro. Quando acontece, a explosão pode durar entre oito a dez minutos e alcançar impressionantes 60 metros de altura, considerado o mais alto do mundo entre os gêiseres de água fria.

Nesse caso, o mecanismo é diferente dos outros gêiseres. O que impulsiona o jato d’água não é mais o calor, mas bolhas de dióxido de carbono que acumulam pressão, encontrando uma saída para a superfície.

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